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Policial

Caminhoneiro percebeu atropelamento de Riquelme após grito de vizinha

Pai disse que nunca viu seus filhos ‘pegando’ na traseira dos veículos que passam pela via.

Midiamax

13 de Maio de 2026 - 14:05

Caminhoneiro percebeu atropelamento de Riquelme após grito de vizinha
Caminhoneiro atropelou menino ao fazer uma conversão à direita para adentrar a Rua Castorina Rodrigues da Luz. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

O caminhoneiro de 59 anos percebeu o atropelamento de Riquelme Asaphe Gonçalves do Nascimento após um grito da vizinha no fim da tarde de terça-feira (12). O pequeno Riquelme, de 5 anos, morreu atropelado após tentar ‘pegar rabeira’ no caminhão e cair ao chão no Jardim Centro-Oeste, em Campo Grande.

Morador há mais de três décadas na região, o condutor do veículo disse que é caminhoneiro há 25 anos e seu caminhão fica próximo de casa. No fim da tarde de terça (12), ele foi encostar o veículo, quando Riquelme tentou ‘pegar rabeira’ e caiu.

Na ocasião, o caminhoneiro reafirmou que estava em baixa velocidade, mas não viu as crianças, pois elas estariam escondidas atrás de uma moita para pegar a traseira do veículo. Ele só soube do acidente quando uma vizinha saiu gritando “matou uma criança”.

Em seguida, o caminhoneiro desceu e se deparou com o menino caído ao chão. Ele pontuou que diversas crianças da vizinhança passam o dia brincando na rua sem a supervisão.

Além disso, o caminhoneiro acrescentou que já “brigou” com os menores para que não pegassem a rabeira e, quando percebia a atitude das crianças, parava o caminhão imediatamente. No entanto, não percebeu a aproximação dos menores na terça-feira (12), momento em que ocorreu o atropelamento de Riquelme.

Caminhoneiro percebeu atropelamento de Riquelme após grito de vizinha
Atropelamento ocorreu no Jardim Centro-Oeste e causou comoção entre familiares e moradores. (Foto: Madu Livramento, Midiamax)

Pai nega que filho tentava ‘pegar rabeira’

O pai de Riquelme também prestou depoimento na delegacia na noite de terça (12). Ele relatou que seus filhos costumam brincar em frente de casa. Pouco antes do atropelamento, as crianças haviam lanchado e pediram para brincar, pois outros menores estavam chamando Riquelme e o irmão. Assim, ele permitiu e foi tomar banho.

Entretanto, antes mesmo de entrar no banho, o pai foi avisado pelo filho menor sobre o atropelamento. Ao sair de casa, ele se deparou com o filho no chão e o caminhão parado.

À polícia, o pai do menino afirmou já ter advertido os filhos dos vizinhos porque costumavam ‘pegar’ na traseira de caminhões que passam pela rua. Contudo, ele disse que nunca viu seus filhos ‘pegando’ na traseira dos veículos que passam pela via.

Naquele fim de tarde, o pai deixou Riquelme e seu irmão, de 4 anos, saírem para brincar porque havia outras crianças no local. Acrescentou que seria apenas o tempo de tomar um banho e chamar os filhos para casa novamente.

Família faz vaquinha para velório

Nas redes sociais, uma vaquinha solidária está sendo divulgada por amigos e familiares para ajudar nas despesas do velório e sepultamento. Os interessados em ajudar a família podem contribuir por meio da chave Pix 661.956.751-72 (Claudia Regina Oliveira de Almeida).

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