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Policial

Chefão do PCC, Palermo é preso na Bolívia após ficar 6 anos foragido

Condenado a mais de 100 anos de prisão, Palermo foi preso nesta terça-feira (26).

Midiamax

26 de Maio de 2026 - 15:13

Chefão do PCC, Palermo é preso na Bolívia após ficar 6 anos foragido
Gerson Palermo estava foragido desde 2020 e foi capturado nesta terça-feira na Bolívia. (Reprodução)

O chefão do PCC (Primeiro Comando da Capital), Gerson Palermo, foi preso pela PF (Polícia Federal), nesta terça-feira (26) na Bolívia, fronteira com Mato Grosso do Sul. Ele foi condenado a mais de 100 anos de prisão e estava foragido desde 2020.

Palermo se beneficiou com prisão domiciliar em 2020, na época da pandemia de Covid-19. Ele integrava supostamente o grupo de risco e, com isso, passou a usar tornozeleira eletrônica.

No dia 22 de abril daquele ano, Palermo estava na casa de esposa e arrancou a tornozeleira eletrônica fugindo por volta das 20h40. Na época, já havia a suspeita de que o chefão do PCC teria ido para a Bolívia, visto que teria uma residência em Corumbá.

Palermo foi denunciado pelo sequestro da própria filha, ocorrido em outubro do ano passado, em Campo Grande. O sumiço de 100 mil dólares teria motivado o sequestro da jovem. Recentemente, ocorreu a primeira audiência de instrução e julgamento do caso, na Capital.

O desembargador de Mato Grosso do Sul, Divoncir Schreiner Maran, foi investigado pelo habeas corpus que ‘deu brecha’ para a fuga de Palermo. Em fevereiro deste ano, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) decidiu, por unanimidade, aposentar o desembargador.

Divoncir havia sido afastado de suas funções em fevereiro de 2024. Na época, ele foi alvo da Operação Tiradentes, da Polícia Federal com a Receita Federal.

Chefão do PCC

Gerson Palermo, chefe de célula do PCC (Primeiro Comando da Capital) que operava tráfico internacional de cocaína se apresentava como comerciante informal de luxo para venda de aeronaves e caminhões. Além disso, contava com rede de falsários para executar desvio de bens e lavagem de dinheiro.

Gerson foi investigado no âmbito da operação All In, deflagrada em março de 2017 pela PF e que resultou na apreensão de duas remessas de mais de 800 quilos de cocaína em Cubatão (SP) e São Paulo (SP).

Durante as investigações, foi descoberto que o PCC teve à disposição pelo menos três aeronaves e cerca de 15 caminhões e carretas, além de vários veículos de passeio, todos oriundos de rendimentos do tráfico de drogas e registrados em nome de laranjas. O grupo ocultava e dissimulava a posse dos bens.

Gerson, por sua vez, se passava por comerciante informal de caminhões e aeronaves, desfrutando de alto padrão de vida sem que tivesse, de fato, qualquer bem em seu nome. Ele determinava a troca frequente da propriedade formal dos caminhões e aeronaves, tanto que o grupo tinha alguns de seus integrantes exclusivamente dedicados à compra, venda e transferência de bens.

Eles contavam também com despachantes, incluindo despachantes aeronáuticos, e tinham acesso a uma rede de falsários dedicada a obter documentos ou até empreender falsificações, justamente para dinamizar os atos de lavagem de ativos. Para legitimar a movimentação de lucros do tráfico, usavam contas correntes de seus próprios integrantes, familiares, amigos, conhecidos e mesmo empresários próximos, fragmentando as transferências em depósitos múltiplos, a fim de evitar os mecanismos de detecção de movimentações bancárias suspeitas.