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Policial

Com polícia aquartelada, moradores desbloqueiam a MS-156

Na semana passada, o primeiro protesto deste grupo que reside nos conjuntos Dioclécio I/II e Jardim Guaicurus foi acompanhado pela PM

Dourados Agora

22 de Maio de 2013 - 10:16

Com o aquartelamento de policiais militares e protesto dos policiais civis, moradores da região do Conjunto Dioclécio Artuzi e Jardim Guaicurus decidiram liberar a rodovia estadual MS-156 por falta de segurança no local. Na semana passada, o primeiro protesto deste grupo que reside nos conjuntos Dioclécio I/II e Jardim Guaicurus foi acompanhado pela PM, que estava no local, e Polícia Rodoviária Federal (PRF) que ficou no Trevo da Bandeira.

A morte de Adriano Dias da Silva, de 24 anos, em colisão frontal entre o carro que conduzia e uma carreta, no dia 14 de maio, foi a 'gota d´água' e revoltou a população que vive sobressaltada cada vez que algum parente sai de casa para trabalhar ou ir à escola. O problema é a travessia na pista de grande movimento.

O movimento visa chamar a atenção dos condutores e pedestres para os riscos do trânsito que se intensificou naquela região por conta do aumento no fluxo de pessoas e veículos com a implantação de novo bairros e outros, como os conjuntos Harrison de Figueiredo I e II, em fase de conclusão.

De acordo com a presidente da Associação dos Moradores do complexo Dioclécio Artuzi I e II, Luciana Cristina, ofício endereçado ao governo do estado de Mato Grosso do Sul, reivindica redutor de velocidade, duplicação da pista e iluminação. Os bairros Dioclécio I/II e o Guaicurus têm hoje cerca de 3.480 famílias residentes. Com a abertura de outros conjuntos habitacionais a situação de tráfego vai piorar, assegura Luciana Cristina.

RETROSPECTIVA Adriano Dias da Silva morreu em acidente de trânsito na tarde do dia 14 de maio, após bater o veículo de frente com uma carreta na rodovia MS-156, que dá acesso ao Distrito Industrial.

Adriano seguia sozinho rumo a uma indústria da região em um Fiat Fiorino, quando colidiu violentamente com uma carreta conduzida por Gilmar Zanotto, de 42 anos.

Com a força do impacto, o jovem ficou gravemente ferido e preso entre as ferragens, sendo socorrido por equipes do Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele chegou a ser encaminhado ao Hospital da Vida, mas não resistiu e morreu. O cavalo mecânico da carreta perdeu o eixo dianteiro durante a batida.

Zanotto disse que viu o Fiorino surgindo repentinamente em sua frente, e que até tentou realizar uma manobra evasiva, mas como a pista não possui acostamento, não conseguiu; o caminhoneiro escapou ileso.