Policial
Delegado encerra buscas e não encontra nada que comprove crime
O trabalho faz parte da investigação da morte de Marília Débora Caballero, que teve e ossada encontrada em março, com próteses de silicone
Correio do Estado
13 de Maio de 2015 - 13:25
As buscas por algum projétil de arma de fogo, feitas na manhã desta quarta-feira (13), em uma antiga empresa de madeireira, terminaram sem que nada fosse encontrado. O trabalho faz parte da investigação da morte de Marília Débora Caballero, que teve e ossada encontrada em março, com próteses de silicone.
O local vistoriado por peritos da Polícia Civil com o acompanhamento do delegado Messias Pires dos Santos Filhos, da 6ª Delegacia, fica na Rua Tiradentes, no Bairro Taveirópolis, em Campo Grande, onde a ossada de Marília foi encontrada no final de março, em uma fossa séptica. Ela estava desaparecida há 10 anos e há suspeita de que tenha sido assassinada.
O delegado já havia declarado que não esperava encontrar algo que pudesse acrescentar nas investigações, já que o local havia sido vistoriado quando a ossada foi encontrada. Mas, atendendo a trâmites que fazem parte do processo de apuração, foi necessário retornar ao endereço.
O objetivo era encontrar algum projétil que pudesse dar materialidade a suspeita de que a vítima fora assassinada, pois, por conta dos anos já passados, os ossos se deterioraram e não será possível apontar a real causa da morte por meio de exames específicos, segundo a autoridade policial.
PRÓXIMOS PASSOS
O delegado comentou que vai pedir prorrogação no prazo do inquérito porque espera resultado do exame de DNA para confirmar que os ossos encontrados realmente são de Marília, apesar de próteses de silicone que ela havia implantado nos seios terem feito essa confirmação.
Marília estava desaparecida desde 2004. Nesta época, ela morava em Sonora, e se mudou para Campo Grande, onde manteve relacionamento amoroso com um homem, dono da madeireira, onde também moravam. Mesmo pessoas do convívio dele terem afirmado à polícia que era uma pessoa tranquila, suspeita-se que o homem tenha cometido o possível homicídio. O suspeito morreu há dois anos, em decorrência de causas naturais.




