Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quarta, 22 de Setembro de 2021

Policial

Delegado não vê motivos para intervenção da Polícia Federal nas investigações

Com a delação premiada, os acusados fornecem informações sobre um crime com detalhes e recebem em troca benefícios em sua pena, em caso de condenação.

Midiamax

05 de Setembro de 2013 - 14:19

O delegado Edílson Santos Silva, que comanda as investigações em torno do assassinato do delegado aposentado e advogado Paulo Magalhães, afirmou nesta quarta-feira (5) que não vê motivos para que a OAB (Ordem dos Advogados do brasil) solicitem a intervenção da Polícia Federal nas investigações.

“Homicídio quem investiga é a Polícia civil. Não vejo motivos para a federalização deste caso. Entendo a preocupação, mas não é o caso de intervenção da Polícia Federal”, afirmou.

O delegado, titular de delegacia de homicídios, se referia à atitude do presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado, que teria solicitado ao Ministro das Justiça, José Eduardo Cardozo, para que designasse a Polícia Federal para ajudar nas investigações. Na oportunidade, o dirigente da Ordem dos Advogados do Brasil afirmou que a OAB “ considera inadmissível que fique impune esse bárbaro crime e que não sejam apontados os verdadeiros responsáveis”.

O delegado, durante a coletiva, afirmou desconhecer qualquer solicitação neste sentido e que até a quarta-feira (5) ninguém o havia procurado. “Até agora não recebi nenhum comunicado sobre esse assunto e ninguém da Polícia Federal nos procurou”, afirmou.

Santos não confirmou, mas deixou no ar a possibilidade de o crime ter acontecido sob encomenda. “pelas circunstâncias, entende-se que o crime foi cometido atendendo ordens de outras pessoas e que muito provavelmente tenham agido mediante recebimento de recompensa”, afirmou, sem no entanto adiantar os suspeitos de serem os mandantes.

Delação premiada

Quanto a possibilidade dos envolvidos na morte do delegado serem beneficiados pela delação premiada, o delegado Alberto Vieira Rossi, do Garras, e que também participou das investigações, afirmou que existe a possibilidade, embora não tenha sido solicitada. “Até o momento os acusados não falaram nada. Se beneficiaram pelo direito de ficarem calados durante os interrogatórios. Desta forma não foi ventilada qualquer forma de defesa. Existe a possibilidade de oferecermos a delação premiada, mas isto acontecerá no momento que acharmos oportuno”, afirmou.

Com a delação premiada, os acusados fornecem informações sobre um crime com detalhes e recebem em troca benefícios em sua pena, em caso de condenação.