Policial
Destruído por incêndio, frigorífico poderá ser multado
À princípio, não foi possível a entrada dos brigadistas no local, uma vez que, a estrutura entrou em colapso, fazendo com que o prédio ficasse inacessível.
Nova News
20 de Agosto de 2015 - 10:37
O Frigorifico Minerva Foods, localizado às margens da MS-134, no município de Batayporã, poderá ser multado depois do incêndio de quarta-feira (19). De acordo com o capitão do Corpo de Bombeiros de Nova Andradina, Pablo Diego, o projeto de incêndio do local está aprovado na corporação desde janeiro de 2015, porém sem a execução do sistema preventivo, que seria a instalação dos itens de segurança.
Ao site site, o capitão explicou que se o sistema preventivo, o local não possuía os 20 hidrantes contidos do projeto, entre outros itens que, segundo ele, seriam de suma importância para a minimização do incêndio.
Quando as equipes do Corpo de Bombeiros chegaram as chamas já haviam atingido toda a área do setor da desossa e estavam fora de controle, migrando para outros blocos adjacentes.
Pablo Diego explicou que os oito caminhões pipa que estavam no local foram divididos em quatro frentes de combate às chamas, dentre os veículos, dois pertenciam ao Quartel dos Bombeiros de Nova Andradina, outros dois eram das prefeituras de Batayporã e Nova Andradina e outros quatro das usinas Santa Helena e Laguna.
À princípio, não foi possível a entrada dos brigadistas no local, uma vez que, a estrutura entrou em colapso, fazendo com que o prédio ficasse inacessível. Nesse momento, o trabalho de resfriamento externo foi feito para amenizar as chamas e dar condições para que os bombeiros pudessem se aproximar dos maiores focos de incêndio que se encontravam todos no interior da planta frigorífica.
O capitão ressaltou, que a falta de hidrantes foi a principal dificuldade, pois a única forma de abastecimento foram quatro caminhões pipa. Só depois de algum tempo, os bombeiros conseguiram fazer uma ligação direta no encanamento de uma das caixas d´água. Até às 16h, haviam sido utilizados cerca de 100 mil litros de água.
Ainda não é possível apontar as causas do incêndio, uma vez que apenas um estudo da Perícia Técnica poderia levantar as causas do fogo.
MULTA
Capitão explicou que a multa é uma prerrogativa do comandante e que o valor ainda será estipulado, mas que pode chegar à milhões. O cálculo é feito de acordo com o poder aquisitivo da empresa, o número de funcionários, o risco que ofereceu para o trabalho das equipes e o tamanho da área.
O valor da multa pode ser divulgado até sexta-feira (21). De acordo com o Corpo de Bombeiros, o empreendimento possui 15.227,23 metros quadrados, dos quais cerca de 11 mil metros foram comprometidos pelo fogo.
Apesar de 13 funcionários estarem na indústria no momento do incêndio, entre os setores administrativo, portaria e mecânica, ninguém ficou ferido. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o risco a vida dos funcionários foi mínimo, mas existiu, e a empresa deverá responder por isso.
Também na tarde desta quarta-feira (19), a Assessoria de Imprensa da Minerva Foods encaminhou uma nota de esclarecimento ao Nova News. Confira o documento na íntegra:
Minerva Foods
A Minerva Foods comunica que, em 19 de agosto (quarta-feira), por volta das 11h, um incêndio afetou parte da planta da empresa em Batayporã (MS). O incêndio foi controlado pelo Corpo de Bombeiros e não causou nenhuma vítima entre as pessoas da equipe remanescente que permanece na unidade após a paralisação das atividades, ocorrida em 1º de julho.
A empresa informa que esta unidade não possui gases tóxicos remanescentes dos processos industriais de quando a planta se encontrava em atividade e que, portanto, não há nenhum risco para a população. Além disso, o fogo também não atingiu espaços onde estão armazenados produtos inflamáveis e que poderiam potencializar o fogo.
Os danos à planta ainda estão sendo avaliados e serão conhecidos após os resultados da perícia técnica a respeito das causas do incêndio. A Minerva Foods aproveita para agradecer o apoio do Corpo de Bombeiros do município vizinho de Nova Andradina (MS) e à Polícia Militar de Batayporã no processo de contenção do fogo.




