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Policial

Em MS, cadela morre após banho em pet shop e polícia investiga o caso

Eu levei isso ao pet shop e eles me disseram que meus filhos podem ter sido os culpados. Deixado ela cair e provocado esses ferimentos”, explicou a funcionária pública.

G1 MS

03 de Setembro de 2013 - 15:43

A Polícia Civil investiga a morte de uma cadela, da raça lhasa apso, em um pet shop no dia 22 de agosto, em Campo Grande. Inicialmente, o estabelecimento informou à dona do animal, a funcionária pública Wania Ferreira, 44 anos, que a cadela, conhecida como Luli, havia tido um mal súbito por não resistir ao banho.

Não satisfeita com a explicação, Wania chegou a pensar que os profissionais do estabelecimento poderiam ter dado uma quantidade exagerada de tranquilizante e decidiu entrar em contato com uma universidade particular da capital sul-mato-grossense para fazer uma necrópsia no corpo de Luli. Foi constatado no laudo que haviam oito costelas quebradas, além de órgãos dilacerados.

“Prefiro pensar que foi um acidente e não uma crueldade com a Luli”, disse Wania ao G1. Ela denunciou o caso na Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista (Decat).

Wania conta ter levado Luli e outra cadela ao local, pela primeira vez, para tomar banho no início da tarde daquele dia. Às 17h45 (de MS), quando voltava para buscá-las, um funcionário do pet shop, que se identificou como veterinário, ligou e informou-a sobre a morte de um dos animais, alegando que a cadela não resistiu ao banho, suspirando duas vezes antes de morrer.

“Eu levei isso ao pet shop e eles me disseram que meus filhos podem ter sido os culpados. Deixado ela cair e provocado esses ferimentos”, explicou a funcionária pública.

O delegado titular da Decat, Antonio Silvano Rodrigues da Mota, informou ao G1 que funcionários da loja já foram intimados a prestarem depoimentos sobre o caso. Conforme Mota, na quarta (4) o prorietário do local será ouvido para apresentar explicações e provas.

O G1 tentou entrar em contato por telefone com o estabelecimento para obter um posicionamento sobre o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.