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Policial

Enquanto vítimas eram trazidas para hospital, veículo capotado na MS-258 foi saqueado

Os ladrões levaram dinheiro, documentos, celulares e os alimentos que os familiares do vereador e uma vizinha haviam comprado nos supermercados da cidade.

Flávio Paes/Região News

08 de Julho de 2016 - 22:15

Pessoas que passavam no início da noite pela MS-258, trecho BR-060/Capão Seco, saquearam o Ford Ecosport, pertencente ao vereador Marcos Roberto, se aproveitando que o veículo foi deixado capotado na lateral da estrada, após todas as quatro ocupantes terem sido trazidas para a cidade pelos próprios policiais que causaram o acidente.

Os ladrões levaram dinheiro, documentos, celulares e os alimentos que os familiares do vereador e uma vizinha haviam comprado nos supermercados da cidade. Segundo a merendeira Edna Moreira, que veio a cidade em companhia da mulher e das filhas do vereador para receber e fazer compras, ela pretendia ficar no local exatamente para aguardar a chegada de Marcão (que estava em casa).

Acabou sendo convencida a voltar para a cidade pelos policiais armados que ao fazerem uma abordagem sem se identificarem, assustaram Quétsia Jaqueline Silveira, filha do vereador, que perdeu o controle do carro na tentativa de escapar de um suposto assalto. Os agentes garantiram que não haveria risco, porque dois policiais permaneceriam no local do capotamento.

Enquanto vítimas eram trazidas para hospital, veículo capotado na MS-258 foi saqueadoO vereador Marcos Roberto (foto) ao ser chamado às pressas e presenciar o  Ford Ecosport capotado, praticamente destruído, ficou em pânico, imaginando que o pior poderia ter acontecido, a morte de algumas dos seus familiares ou da vizinha. Ele se mostra indignado com o que aconteceu e vai cobrar providências.

“Estes policiais demonstraram despreparo. Ao invés de apontar armas para uma mulher grávida, dirigindo a 20 quilômetros por hora, acompanhada de uma criança, poderiam ter se identificado e pedir os documentos. Erraram também na forma de abordar, saindo praticamente do meio da escuridão. Por que não usaram o comportamento padrão nestas situações, fechar a estrada, atravessando o veículo na pista?, questiona Marcão.