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SIDROLÂNDIA- MS

Servidores criticam inchaço da máquina pública com comissionados e cobram valorização dos efetivos

De acordo com levantamento apresentado pelo sindicato, em fevereiro de 2026 o município já contabilizava mais de 600 cargos comissionados.

Redação/Região News

07 de Maio de 2026 - 09:37

Servidores criticam inchaço da máquina pública com comissionados e cobram valorização dos efetivos

Servidores municipais de diversas categorias realizaram desde às 7 horas protesto em frente à Prefeitura de Sidrolândia na manhã desta quinta-feira (7), cobrando da administração municipal uma proposta de reajuste salarial e denunciando o que classificam como “inchaço” da folha de pagamento com cargos comissionados.

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A mobilização é liderada pelo Siprems (Sindicato Municipal dos Profissionais da Educação), Sindicato dos Servidores e Associação dos Aposentados e Pensionistas.''

A principal crítica apresentada pela presidente do Siprems, Maristela Stefanello, é de que a gestão municipal ampliou significativamente o número de cargos de confiança, enquanto os servidores efetivos seguem sem valorização salarial.

Segundo Maristela, a Prefeitura utiliza o argumento de estar próxima do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para não apresentar proposta de reajuste, mas o sindicato sustenta que o desequilíbrio nas despesas foi provocado justamente pelo aumento de comissionados após a reforma administrativa.

De acordo com levantamento apresentado pelo sindicato, em fevereiro de 2026 o município já contabilizava mais de 600 cargos comissionados. Para a dirigente sindical, a ampliação da estrutura administrativa ocorreu em detrimento da valorização dos servidores concursados.

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“Não aceitaremos que os servidores efetivos paguem a conta desse aumento da máquina pública. A gestão inchou a folha com cargos comissionados enquanto professores, administrativos, aposentados e demais categorias seguem sem a reposição sequer da inflação”, afirmou Maristela Stefanello.

A sindicalista reforçou ainda que a categoria considera inegociável um reajuste abaixo da inflação acumulada, estimada em 4,26%, e defendeu que o índice contemple servidores efetivos, temporários e aposentados, que segundo ela ficaram sem recomposição salarial no ano passado.

A insatisfação dos manifestantes aumentou após a ausência do prefeito em uma reunião prevista para a manhã desta quinta-feira. Conforme os sindicatos, a categoria esperava abrir negociação direta com o Executivo, mas o encontro não ocorreu.

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Os sindicatos agora articulam uma atuação conjunta para ampliar a pressão sobre o Executivo e o Legislativo municipal. Caso não haja apresentação de proposta concreta nos próximos dias, os servidores devem convocar assembleia para discutir paralisação ou greve geral.