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Policial

Federal pode ser indiciado por homicídio doloso na morte de advogado durante roubo

A reconstituição teve início às 22 horas e foi comandado pelo delegado Adilson Stiguivitis, policiais do SIG e da Defron

Midiamax

05 de Novembro de 2014 - 09:17

A reconstituição da morte do advogado criminalista Márcio Alexandre dos Santos, de 37 anos, assassinado com oito tiros no dia 25 de outubro na Rua Albino Torraca, região central de Dourados, foi feita nesta terça-feira (4) pela Polícia Civil.

A ação contou com a participação de um dos suspeitos, identificado como Isaac Daniel Gonçalves Batista, de 22 anos, e do policial federal que fazia companhia à vítima no dia do crime. A reconstituição teve início às 22 horas e foi comandado pelo delegado Adilson Stiguivitis, policiais do SIG (Serviço de Investigações Gerais) e da Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira).

Segundo o delegado Adilson Stiguivitis, responsável pelo caso, a reconstituição serviu para tirar dúvidas sobre o crime. Foi feito um reconhecimento da área e um veículo semelhante ao do advogado, uma Toyota Hilux SW4 preta, foi utilizada na cena.

 Ainda de acordo com o delegado, as investigações continuam.

Na segunda-feira (3), Stiguivitis concluiu o inquérito sobre a prisão em flagrante onde foram apontados os envolvidos. Dos quatro, dois estão presos e dois estão foragidos. Todos serão indiciados por latrocínio.

O delegado explicou ainda que outro inquérito complementar foi aberto para apurar sobre as circunstâncias da morte. “Este novo inquérito é para apurar as causas da morte, mas estou aguardando os laudos perícias e a reconstituição foi essencial para esclarecer alguns pontos”, afirma Stiguivitis.

As diligências vão continuar para tentar localizar os dois outros envolvidos que estão foragidos. Conforme o delegado, a prisão preventiva já foi decretada. O delegado disse que depois das provas coletadas é que vai concluir se o policial federal será indiciado.

De acordo com Adilson Stiguivitis, provavelmente o servidor público será indiciado por homicídio doloso. “Eu ainda não concluí o inquérito, mas tudo aponta que provavelmente ele seja indiciado por homicídio doloso. Até agora estamos avaliando o excesso da parte do policial na hora de se defender. Mas isso é apenas uma possibilidade porque as investigações não foram concluídas”, alega o delegado.

Embora o laudo pericial não tenha sido divulgado, fontes policiais afirmam que a balística não afasta a possibilidade de que tiros disparados pelo próprio policial federal teriam matado o amigo advogado.

O advogado criminalista foi morto com oito tiros, um na nuca, dois no braço direito e esquerdo e cinco nas costas. Depois de ser baleada, a vítima teve a caminhonete Toyota Hilux SW4, preta, placas EYQ-0411, roubada.

O policial federal, amigo do advogado, prestou depoimento à Polícia Civil. O policial disse ao delegado que investiga o caso, que o advogado teria ficado ‘no meio do fogo cruzado’ em uma tentativa de assalto.

Segundo a Polícia Federal, uma sindicância interna deve apurar as circunstâncias da morte do advogado e do possível envolvimento de tiros disparados a partir da pistola do policial federal.

Nesta quarta-feira (5), além de Isaac o outro envolvido na participação do crime, Emerson Antunes Machado, o “Alemão”, serão apresentados. O delegado disse que também vai averiguar a possibilidade de divulgar os nomes e as fotos dos outros dois foragidos.