Policial
Filha de vereador, grávida, capota o carro na MS-258 ao se assustar com abordagem de policiais armados que não se identificaram
A jovem gestante teve escoriações leves na cabeça e no braço, ferimentos que não afetaram sua gravidez.
Flávio Paes/Região News
08 de Julho de 2016 - 21:32
A abordagem feita por dois policiais armados, que não se identificaram, por pouco não provoca uma tragédia nesta sexta-feira à noite, na MS-258, trecho Sidrolândia/Capão Seco, logo após os trilhos. Quétsia Jaqueline Silveira, 24 anos, grávida de três meses, filha do vereador Marcos Roberto, assustada diante da presença de dois homens que lhe apontaram revólveres contra sua cabeça, acelerou o Ford Ecosport que dirigia, perdeu o controle da direção. Acabou indo de encontro a uma cerca e capotou o veículo, no qual estava em companhia da irmã, uma menina de cinco anos.
Com o capotamento, o carro ficou praticamente destruído.A jovem gestante teve escoriações leves na cabeça e no braço, ferimentos que não afetaram sua gravidez. Ela está em observação no Hospital Elmiria Silvério Barbosa, para onde foi levada pelos próprios policiais que provocaram o acidente.
Estavam no veículo,Jaqueline, em companhia da mãe, Sandra Silveira Morales, 42, da irmã Querem Hathuque Silvério, 5 anos, e de uma vizinha, Edna Tacilio Moreira, 51 anos, que é funcionária pública.Depois de fazer compras na cidade, elas voltavam para casa ( os familiares do vereador no Assentamentos João Batista e a amiga, no Alambari).
Seguindo pela MS-258, cercada de lavouras de milho, Quéstsia manifestou desejo de comer milho cozido. Foi então que a mãe dela, dona Sandra e a vizinha, desceram para apanhar algumas espigas. A filha do vereador as acompanhou de carro em baixa velocidade. Minutos depois, em meio a escuridão, dois homens chegaram numa Fiat Strada, desceram da pick-up apontando a arma em direção a cabeça de Jaqueline, que imaginando tratar-se de um assalto, acelerou o Ecosport na tentativa de escapar.
Só depois que presenciaram o capotamento eles se identificaram como policiais, disseram estar numa campana aguardando a passagem de um veículo suspeito com as características ocupadas pelas três mulheres e a menina.





