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Policial

Floricultura é arrombada e comerciante acaba refém do conflito das policias

O arrombamento aconteceu no intervalo de duas horas que o comerciante deixou a floricultura

Flávio Paes/Região News

02 de Maio de 2013 - 10:08

O comerciante Reginaldo de Oliveira Costa que teve seu estabelecimento (a Floricultura Sidro)  arrombado nesta quarta-feira (01) por volta das 19 horas, acabou sendo vítima das divergências que as policias militar e civil parecem estar travando em Sidrolândia.

Ao constatar a ação dos marginais, Reginaldo imediatamente ligou para o 190, solicitando que a Polícia Militar se deslocasse até o local (na esquina das ruas Dorvalino dos Santos e Ponta Porã) para fazer rondas e tentar alguma pista dos arrombadores.

Reginaldo foi aconselhado a se dirigir à delegacia Civil para registrar o boletim de ocorrência. Não conseguiu, porque, segundo o plantonista, era feriado do Dia do Trabalhador. O policial sugeriu que a vitima insistisse com a PM para que uma viatura fosse deslocada até a floricultura.

Pelo visto, este comportamento das forças de segurança é o desdobramento de um episódio registrado no último dia 24, quarta-feira da semana passada, quando a Polícia Civil colocou em liberdade Cristian Cunha, preso duas horas antes pela Polícia Militar. Os policiais trabalharam quatro horas nas investigações de campo, localizaram a arma (e o proprietário) usada no assalto que Cristian havia praticado uma semana antes na Conveniência Souza.

O argumento para justificar a medida é que não houve flagrante e não havia mandado de prisão contra o suspeito. A Policia Civil não reconhece a atuação de investigação desenvolvida por policias militares, que é função privativa da chamada polícia judiciária.

Voltando a mais esta ocorrência em que o comércio é alvo de marginais, nesta investida na Floricultura, eles arrombaram a porta dos fundos, levaram o dinheiro do caixa, um notebook, além de revirar a sala onde funciona a parte administrativa. O arrombamento aconteceu no intervalo de duas horas que o comerciante deixou a floricultura, onde trabalhou até ás 17 horas. Quando retornou, às 19 horas, constatou que tinha sido roubado.