Policial
Garota de 15 anos denuncia rapto de filho recém-nascido em Cuiabá
Testemunhas disseram que viram a suspeita entrando em um carro de passeio. A polícia fez rondas pela região, mas não encontrou o veículo.
G1
31 de Maio de 2013 - 19:14
Uma adolescente de 15 anos denunciou à polícia que teve o filho de um mês raptado por uma mulher nesta quinta-feira (30), após descer de um ônibus coletivo, no bairro Pedra 90, em Cuiabá. O caso já está sendo investigado e, de acordo com a Polícia Civil, será feito o retrato falado da suspeita do suposto crime. Em seguida, as testemunhas devem ser intimadas a prestar depoimento.
À polícia, a garota relatou que estava em um ponto de ônibus na Praça Maria Taquara, no Centro da capital, quando uma mulher se aproximou dela e começou a conversar e depois as duas pegaram o mesmo ônibus. Durante o trajeto, a suspeita teria dito que precisava encontrar uma criança, pois teria sofrido um aborto e o marido que chegaria de Nova York não poderia encontrá-la sem o bebê.
Segundo a adolescente, a mulher falava ao telefone com alguém dizendo que tinha encontrado a criança e que não se importava se der um menino, pois poderia vestí-lo com roupas de menina. Também teria dito que não poderia deixar de receber uma pensão no valor de R$ 30 mil. Conforme a mãe do bebê, as duas desceram no mesmo ponto de ônibus quando começou a chover e elas tentaram se esconder embaixo do toldo de uma loja.
Nisso, a mulher teria pego a criança dos braços da adolescente e a obrigado a comprar um guarda-chuva, com a alegação de que a criança poderia pegar uma pneumonia. A garota disse que a suspeita lhe deu uma nota de R$ 100 e a empurrou. Ao voltar, a vítima contou que não encontrou mais a mulher e o filho.
Testemunhas disseram que viram a suspeita entrando em um carro de passeio. A polícia fez rondas pela região, mas não encontrou o veículo. A polícia também deverá solicitar as imagens de câmeras do circuito interno de segurança do ônibus em que mostra a suspeita do rapto. Conforme consta do boletim de ocorrência, que a mulher era baixa e tinha os cabelos vermelhos e lisos, além de uma tatuagem de uma borboleta do lado esquerdo dos ombros e a letra 'R' no ombro direito.
A mãe de Rayane e avó da criança, Olga Inácio dos Santos, disse que não acredita que a filha tenha entregue o bebê de forma espontânea, uma das hipóteses levantadas pela polícia. "Ela ama demais essa criança. Isso nunca passou pela cabeça dela. Ela tem um ciúme danado desse menino", disse.




