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Policial

Golpista das casas populares liga para ex e dá pistas do seu paradeiro

Polícia Civil de MS continua com as buscas para prender o estelionatário. Delegada diz que guarda municipal também pode responder pelos crimes

G1 MS

16 de Abril de 2015 - 13:49

Foragido desde o início do ano, o estelionatário de 35 anos, que estava aplicando o ‘golpe das casas populares’ e causou um prejuízo de R$ 60 mil nas vítimas em Campo Grande, conforme a Polícia Civil, entrou em contato com uma ex-namorada e informou o seu possível paradeiro.

A delegada Célia Bezerra, titular da 4ª Delegacia, disse nesta quinta-feira (16), que ele pode estar no Mato Grosso. “Ele ligou para ex-namorada de um número com o DDD 66 e pediu R$ 1,5 mil emprestados para vir para Campo Grande. O golpista dizia que compraria uma passagem e que ambos ficariam juntos”, afirmou a delegada.

O homem ainda pediu para a ex-namorada retornar à ligação. A mulher ligou e constatou que se tratava um orelhão em Rondonópolis (MT). “A Polícia Civil tomou conhecimento do fato e continua com as buscas. Além dele, um guarda municipal de Anhanduí, que o ajudava nos golpes, será responsabilizado”, explicou a delegada.

Em fevereiro deste ano, conforme Bezerra, investigadores descobriram que ele fugiu da capital sul-mato-grossense e estava em Santarém (BA). A polícia então soube que esta cidade é a mesma na qual um correntista recebeu o dinheiro das dezenas de vítimas. “O suspeito deu o número desta conta porque sabia que, em breve, fugiria para lá”, comentou na época a delegada.

Golpe antigo

Em Cuiabá (MT), o suspeito praticou o golpe semelhante, exigindo valores de R$ 1,5 mil a R$ 3 mil para as vítimas. Em março de 2014, conforme a delegada, 15 pessoas compareceram ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc).

Na época, o homem se antecipou e chegou antes das vítimas na delegacia, dizendo que também havia sido enganado por uma pessoa chamada João Paulo. Ele prestou depoimento e foi liberado em seguida. Já em Campo Grande o número chega a 16 vítimas.

Entenda o caso

Para as vítimas, o homem se apresentava com o nome falso de Renato. Ele criou um grupo no WhatsApp e dizia para as vítimas que as casas à venda seriam sobras de campanha e, caso a pessoa ajudasse nas vendas, teria a sua garantida. O homem ainda ressaltava que mantinha contato direto com um gerente da Caixa Econômica Federal e era ligado à instituição bancária.

Para dar entrada na papelada e entrar no imóvel, ele pedia R$ 4 mil de entrada e mais R$ 3,5 no momento da entrega das chaves. Além de casas, ele negociava lotes, entrando em contato com as pessoas por meio do telefone celular.

“Assim que a pessoa repassava a entrada, ele marcava encontro em um cartório. Neste momento, ele não aparecia, mas dizia a pessoa para adiantar a documentação. E a vítima ficava lá autenticando documentos e tirando a certidão negativa. Após sete dias, ele sumiu com cerca de R$ 60 mil”, finalizou a delegada.