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Policial

Homem inventa assalto e incendeia o próprio veículo em Fátima do Sul

O que começou como um registro de roubo de carga terminou em indiciamento por falsa comunicação de crime e dano qualificado.

Dourados News

08 de Janeiro de 2026 - 10:12

Homem inventa assalto e incendeia o próprio veículo em Fátima do Sul
Ele responderá pelos crimes de falsa comunicação de crime e dano qualificado - Crédito: Divulgação/PCMS

O que começou como um registro de roubo de carga terminou em indiciamento por falsa comunicação de crime e dano qualificado. O Setor de Investigações Gerais (SIG), da 1ª Delegacia de Polícia de Fátima do Sul, esclareceu nesta semana que o assalto a um veículo carregado com mel, reportado recentemente na região, foi uma farsa arquitetada pela própria “vítima”.

A farsa descoberta

Logo após o registro da ocorrência, os investigadores do SIG notaram diversas inconsistências no depoimento do comunicante. Ao ser confrontado com provas técnicas e contradições apuradas pela equipe, o homem admitiu que o crime jamais ocorreu.

Em interrogatório, o suspeito revelou que enfrentava graves dificuldades financeiras e dívidas acumuladas em sua atividade profissional. Para tentar se livrar do prejuízo, ele elaborou um plano para simular a perda total do patrimônio.

O homem levou o veículo até uma estrada vicinal e utilizou o combustível do próprio automóvel para atear fogo. O celular, que ele alegou ter sido levado por criminosos, foi encontrado em sua posse e apreendido pela polícia. Parte do mel que ele afirmou ter sido roubado sequer existia, segundo a apuração.

Consequências 

O investigado, que agiu sozinho, agora responderá perante a justiça pelos crimes de falsa comunicação de crime e dano qualificado, ambos previstos no Código Penal Brasileiro. A Polícia Civil aproveitou o desfecho do caso para fazer um alerta à população. De acordo com as autoridades, registros falsos geram um “efeito dominó” negativo no sistema de segurança.

"Comunicações falsas mobilizam indevidamente as forças de segurança, desviam recursos públicos e prejudicam o atendimento de ocorrências reais", destacou a nota oficial da instituição.