SIDROLÂNDIA- MS
Mesmo com embargo chinês, Sidrolândia teve crescimento nas exportações de frango e avanço do milho em volume
As exportações de frango somaram US$ 7,78 milhões em 2025, frente a US$ 6,99 milhões em 2024, representando um crescimento de 11,27%.
Redação/Região News
09 de Janeiro de 2026 - 08:14

Apesar de cenário internacional adverso, marcado por embargos sanitários impostos por importantes mercados, Sidrolândia encerrou 2025 com desempenho positivo no comércio exterior, sustentado pelo crescimento das exportações de frango e pela expansão do milho em volume, o que reforça a diversificação da pauta exportadora do município.
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As exportações de frango somaram US$ 7,78 milhões em 2025, frente a US$ 6,99 milhões em 2024, representando um crescimento de 11,27%. Em volume, os embarques avançaram de 3,51 milhões para 3,56 milhões de toneladas.
No conjunto das exportações, Sidrolândia apresentou um salto expressivo no valor total comercializado. Em 2023, o município exportou US$ 8,57 milhões. Em 2024, o montante subiu para US$ 11,06 milhões, crescimento de 29,05%, e em 2025 alcançou US$ 19,25 milhões, alta de 74,03% em relação ao ano anterior. O volume total embarcado acompanhou essa expansão, passando de 4,80 milhões de toneladas em 2023 para 10,05 milhões em 2024, atingindo 13,77 milhões de toneladas em 2025.
Dentro desse cenário, o milho teve papel relevante em 2025, com crescimento expressivo no volume exportado. Após alcançar 2,49 milhões de toneladas em 2024, os embarques totalizaram 27 mil toneladas em 2025. Apesar da redução no valor financeiro, que passou de US$ 530,6 mil para US$ 171,1 mil, o aumento físico das exportações indica maior participação do produto nos fluxos logísticos e comerciais, influenciada por variações de preço no mercado internacional e pela estratégia de escoamento da safra.
O desempenho positivo ocorreu apesar do embargo imposto pela China, principal importadora do frango brasileiro. O país asiático suspendeu as compras em maio de 2025, após a confirmação de um caso de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul, e retomou as importações apenas em novembro, totalizando cerca de seis meses de restrição. Como reflexo direto, as exportações de frango de Sidrolândia para a China recuaram 18,26%, caindo de US$ 2,68 milhões em 2024 para US$ 2,19 milhões em 2025.
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A União Europeia também interrompeu temporariamente as importações em maio, mas retomou a autorização de compra em setembro de 2025, reduzindo os impactos sobre o fluxo comercial. Em outros mercados, a retirada das restrições ocorreu de forma gradual, e mesmo sete meses após o Brasil recuperar o status de país livre da doença de Newcastle, nove países ainda mantinham restrições, evidenciando a cautela adotada por parte dos parceiros comerciais.
Cenário estadual
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Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com o maior valor de exportações da sua história, alcançando US$ 10,7 bilhões em vendas externas. O resultado supera o recorde anterior, registrado em 2023, quando o Estado exportou US$ 10,6 bilhões e representa crescimento de 7,51% em relação ao ano de 2024. Os dados estão na Carta de Conjuntura do Comércio Exterior do mês de Janeiro de 2026, referente ao acumulado de janeiro a dezembro de 2025, elaborada pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com base nas informações do ComexStat, divulgadas pelo Governo Federal.
Na avaliação do secretário Jaime Verruck, da Semadesc, o resultado foi alcançado em um cenário internacional adverso. “Em 2025 tivemos discussões e restrições comerciais importantes impostas pelos Estados Unidos, nosso segundo principal mercado para a carne bovina, além de impactos sobre a citricultura, ferroligas, café e laranja. Isso trouxe reflexos relevantes para Mato Grosso do Sul, mas conseguimos reagir e superar esse cenário”, afirmou.
Apesar dessas restrições, Mato Grosso do Sul bateu recorde de exportações. As vendas externas totalizaram US$ 10,7 bilhões em 2025. O principal destino das exportações segue sendo a China, com 48,57% de participação, seguida pelos E




