Policial
Homem morto no Alambari CUT, em 2008 matou rival do irmão a facada
Flávio Paes/Região News
03 de Fevereiro de 2018 - 07:47
Há quase 10 anos, em abril de 2008, quando tinha 22 anos,
Edilson Santana Alves, que foi assassinado nesta
sexta-feira (02), pelo aposentado Francisco Leão
Cavalcante, 68 anos, foi preso depois de ter matado a facada Paulo Silva de Oliveira, 26 anos, que havia baleado na
perna seu irmão, Eder Santana.
O crime foi o desfecho trágico do desentendimento entre Eder e Paulo durante
uma partida de futebol disputada no próprio Assentamento Alambari, onde todos
moram. Na época, segundo relatos de Edilson, depois da discussão
no campo, Paulo teria ido até a casa dele e do irmão, armado de faca e uma
espingarda. Fez um disparo que baleou de raspão Eder. Teria então conseguido
desarmar Paulo e o matou com um golpe de faca. Morte
de Edilson Edilson foi morto ontem à tarde por Francisco Leão Cavalcante, com o seu próprio revólver. A
arma foi roubada em novembro de 2015 durante arrombamento. Conforme o boletim
de ocorrência 2575/2015. Além deste homicídio cometido em 2008, a vítima tinha
outras passagens pela Polícia. O crime do início da tarde desta sexta-feira foi no Bar
da Camila, no núcleo Alambari CUT, do Complexo Eldorado. Edilson chegou ao
local armado e começou a provocar o autor do crime, que bebia em companhia de
um amigo, o também assentado Aurélio dos Santos,
de 70 anos. A vítima teria provocado os idosos com insultos e palavra
de baixo calão, se reportando a Francisco como ex-presidiário do Carandiru,
penitenciaria que ficou conhecida mundialmente pelo massacre de 2 de outubro de
1992, resultando em 111 presos mortos. Chico, como é conhecido teria reagido
aos insultos pedindo a conta, dirigindo-se até o balcão, momento em que Edilson
tentou intimida-lo exibindo um revólver na cintura. Não pestanejei. Na hora só pensei em me defender e
rapidamente abracei em sua cintura para tomar a arma. Desarmei o rapaz e me
afastei, conta o idoso que diz ter agido em legitima defesa ao efetuar os
disparos. Eu me afastei e dei um tiro pra cima para dispersa-lo. Avisei que se
investisse em mim eu ia atirar, relata. Segundo o próprio autor, mesmo em posse da arma, Edilson
tentou investir contra sua pessoa. Descarreguei o revólver no peito dele,
confessa. Segundo informações da Perícia Técnica, um dos disparos foi efetuado
já com a vítima em solo, o chamado tiro de misericórdia. O projétil transfixou
o ouvido da vítima. Francisco se entregou à Polícia.




