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Policial

Homem preso por crime que não cometeu é solto após testemunha reconhecer engano

Em fevereiro deste ano, a esposa da vítima afirmou ter identificado o homem como autor do homicídio

Correio do Estado

07 de Outubro de 2014 - 08:54

Um homem que ficou seis meses preso por um crime que não cometeu foi solto após uma testemunha reconhecer ter se enganado depois de apontá-lo como autor de um assassinato. Ela disse que confundiu uma fotografia na Delegacia de Polícia. O caso aconteceu em Naviraí.

Em fevereiro deste ano, a esposa da vítima afirmou ter identificado o homem como autor do homicídio, porém, a mãe do suposto suspeito procurou a Defensoria Pública e afirmou que o filho estava com ela no momento em que o crime ocorreu. Além disso, disse que a esposa da vítima havia comentado com algumas pessoas, na cidade, ter dúvidas sobre o reconhecimento que fizera e não ter certeza sobre o verdadeiro autor.

"A partir dessas informações, intimamos a esposa a comparecer na Defensoria Pública e, na ocasião, quando perguntado se ela tinha certeza que a pessoa presa (nosso assistido) era quem matou seu esposo, ela disse que não. Com base nesse relato, colhemos em declaração as afirmações da mulher e ingressamos com pedido de revogação da prisão preventiva", explica o coordenador da 9ª Regional de Naviraí, Vandir Zulato Jorge.

Na última semana de agosto, durante uma audiência de instrução, a esposa da vítima foi ouvida na presença do juiz e do promotor e confirmou todas as informações que havia registrado na Defensoria Pública.

"Ela confirmou que a pessoa presa não era o verdadeiro autor e que o reconhecimento fotográfico positivo, feito na Delegacia de Polícia, hoje não mais correspondia com a verdade", afirma o Defensor Público.

No dia seguinte, a Defensoria Pública ingressou com pedido de revogação da prisão preventiva. "Reiteramos as declarações da mulher da vítima e informamos ao juiz que não havia mais justa causa para a prisão do nosso assistido". Após 24 horas, a Justiça determinou a liberdade provisória do assistido.

"Após todo esse processo, o verdadeiro autor do homicídio foi preso e, inclusive, confessou como matou a vítima pelo qual nosso assistido ficou preso desde fevereiro de 2014", diz o defensor público.