Policial
Homem que matou irmãos em briga de futebol ia entregar arma à PF
O júri é presidido pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, titular da Vara, e a sentença deve ser proferida no começo da tarde desta quarta-feira (19).
Campo Grande News
19 de Agosto de 2015 - 10:13
Acusado de matar os irmãos João Pinheiro de Oliveira, 47 anos, e Gilberto Pinheiro de Oliveira, 43, em novembro de 2011 no Bairro Taveirópolis, Rodrigo de Andrade Oliveira, 32, confessou que o crime ocorreu após uma discussão por times de futebol. Ele alegou que iria entregar a arma usada no homicídio à Polícia Federal antes de encontrar as vítimas, porém resolveu ir ao bar antes.
O réu, julgado na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, contou que foi à Defurv (Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos) para registrar uma ocorrência de apropriação indébita e depois iria até a PF, onde entregaria a arma.
Porém, no meio do caminho, um amigo o convenceu de ir até um churrasco, onde estariam seus amigos, João e Gilberto. Amizade que se estendia por cinco anos. Eu gostava muito dele, mas todos tinham medo do Gilberto no Guanandi, comentou o acusado.
Rodrigo chegou ao bar por volta das 19h, porém a 0h, eles começaram a conversar sobre futebol. Os irmãos eram torcedores do São Paulo, então o réu começou a brincar com a fama do time. Eu falava que ele era nordestino, conhecido como cabra macho, mas torcia para o São Paulo, que é o time dos bambis, lembrou.
Ao perceber que João havia se zangado com a brincadeira, Rodrigo parou com as gozações. Um tempo depois chamou o rapaz em um dos cantos e começou a justificar a piada e pedir desculpas, então João o agrediu com um tapa no rosto. Quando percebi, estava no chão, com cadeira e tudo, afirmou.
O acusado ficou irado e planejou a morte de João. Ele subiu na moto, onde estava a arma, e percorreu cerca de sete quadras, então voltou ao bar, porém entrou no estabelecimento pelos fundos. Bate na minha cara agora, lembrou-se Rodrigo sobre o momento em que encontrou a vítima.
Ele atirou contra a vítima de uma distância de cerca de dois metros. Neste momento, Rodrigo ouviu Gilberto o chamando e viu ele segurando algo, que aparentava ser uma arma, então realizou um disparo que, segundo o réu, seria direcionado aos pés da vítima. Queria assustar Gilberto, para conseguir fugir, revelou. Gilberto morreu quatro meses depois na Santa Casa.
Rodrigo reafirmou que não teria intenção de matar Gilberto. A única coisa que eu queria no momento era me vingar do João, confessou.
O júri é presidido pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, titular da Vara, e a sentença deve ser proferida no começo da tarde desta quarta-feira (19). Conforme a denúncia o homicídio ocorreu por motivo fútil com recurso que dificultou a defesa da vítima.




