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Policial

Inquérito não aponta que professor de informática assediou funcionária

Em tese, o instrutor teria sido assassinado por ter assediado a esposa do autor do crime, Francimar Câmara Cardoso, 30, que ainda permanece preso

Campo Grande News

15 de Abril de 2015 - 10:33

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte do instrutor de informática Bruno Soares da Silva Santos. De acordo com o delegado Miguel Said, da 1ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, não foi constatado durante as investigações, qualquer tipo de assédio ou relacionamento de Bruno com alguma funcionária da escola de informática onde ele trabalhava. “O que foi comprovado é que ele brincava muito com todos os funcionários. Só isso”, disse o delegado.

Em tese, o instrutor teria sido assassinado por ter assediado a esposa do autor do crime, Francimar Câmara Cardoso, 30, que ainda permanece preso. A esposa de Francimar trabalhava na mesma escola em que Bruno era instrutor.
O delegado afirmou que a esposa de Francimar registrou um boletim de ocorrência contra Bruno, mas no dia do suposto assédio não comunicou o fato a ninguém e não chamou nenhuma testemunha.

“Tem uma incoerência apresentada, até porque ela estava descontente com o trabalho e teria pedido demissão, mas a direção da escola havia recusado o pedido”, disse

Ainda segundo o delegado, o irmão do acusado, Daires Pereira, 25, também está preso pelo mesmo crime, já que as investigações concluíram que foi ele quem comprou a espingarda utilizada no crime.
Segundo a polícia, a arma foi utilizada por uma pessoa, ainda desconhecida, em uma tentativa de latrocínio, em Nova Alvorada do Sul.

Crime

De acordo com as investigações, Francimar matou Bruno a tiros no dia 16 de março, depois que ele descobriu um suposto abuso da vítima contra a sua esposa. O crime ocorreu em uma escola, onde ele trabalhava, na Rua Maracaju, quase esquina com a 14 de Julho, no Centro.