Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Sábado, 18 de Setembro de 2021

Policial

Instrutor arma farsa, mulher se passa por outra em prova do Detran e três são presos

Rosemeire não está presa, mas vai responder na Justiça junto com os três comparsas por crime de falsidade ideológica, que pode resultar em até três anos de prisão.

Midiamax

12 de Setembro de 2013 - 10:20

Após reprovar por várias vezes na prova prática de direção no Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), Rosemeire da Silva Moreira aceitou pagar R$ 1.700,00 para seu instrutor da autoescola “dar um jeito” para passá-la.

Para isso, Vanilda Gama Rodrigues foi contratada por R$ 400 para fazer a prova prática no lugar de Rosemeire e foi descoberta por policiais civis, que atuam dentro do Detran e já investigavam uma suposta quadrilha que atua neste ramo.

Segundo o delegado Valmi Messias de Moura Fé, responsável pela Dedfaz (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações), o crime foi descoberto após Vanilda fazer a prova da baliza e partir para a prova do percurso.

“A Rosemeire chegou a fazer a prova escrita e psicológica, aí para a prática aceitou a sugestão do instrutor de passar sem precisar fazer a prova. Ela alegou que não sabia como ele iria dar esse jeito e só foi descobrir depois que a farsante Vanilda foi presa em flagrante e confessou o crime”, afirmou Moura Fé.

A autoescola Globo, na qual trabalhava o instrutor Francisco Osmildo Bezerra, que ofereceu o esquema, também foi autuada. “Porém Francisco disse que agiu sozinho e que a autoescola não sabia de nada. Ele contou com a ajuda do Roberto de Oliveira Souza, que achou a Vanilda e fez o intermédio”.

Os três foram presos na Defaz e deverão ser transferidos para os presídios ainda nesta quinta-feira (12). Rosemeire não está presa, mas vai responder na Justiça junto com os três comparsas por crime de falsidade ideológica, que pode resultar em até três anos de prisão.

“Agora a Polícia Civil vai continuar a investigar o caso e confirmar se outras pessoas conseguiram se passar pelos reais alunos das provas”, concluiu o delegado. Eles também podem responder pelo crime de falsificação de documento oficial.