Policial
Irmão de indígena morto acusa Federal de ter praticado genocídio
Conforme seu relato, Oziel além da budurna (um pedaço de madeira) tinha apenas uma máquina fotográfica para registrar o despejo.
Flávio Paes/Região News
30 de Maio de 2013 - 11:14
Foto: Marcos Tomé/Região News
Ainda sob o impacto da morte do seu irmão, atingido por um tiro na altura do tórax durante a desocupação da Fazenda Buriti, Otoniel Gabriel, acusa as forças policiais e em especial a Polícia Federal, de ter promovido um genocídio na reintegração de posse. Meu irmão, Oziel, assim como os demais companheiros, estava armado apenas de um bodurna, não tinha arma de fogo, assegura Otoniel, que é presidente da Comissão da Saúde Indígena.
Conforme seu relato, Oziel além da budurna (um pedaço de madeira) tinha apenas uma máquina fotográfica para registrar o despejo. Otoniel espera que o Ministério Público Federal, a Comissão de Direitos Humanos da OAB e da própria Assembleia Legislativa, venham a Sidrolândia para investigar a ação da Polícia durante a desocupação das fazendas.
Segundo ele, quem fez o disparo que acabou matando seu irmão, foi um policial federal. Além de Oziel, que acabou morrendo no confronto com as forças de seguranças, outro cinco terenas foram feridos, mas nenhum corre risco de morte.





