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Policial

Jagunços armados atacam aldeia em Mato Grosso do Sul

Os indígenas resistiram e conseguiram fazer com que os agressores batessem em retirada

Dourados Agora

06 de Outubro de 2014 - 13:24

O Cimi denuncia que jagunços armados atacaram, na sexta-feira, as barracas de famílias Kaiowá numa pequena sede de fazenda, ocupada pelo povo indígena desde o último 22 de setembro.

As 50 famílias com cerca de 250 indígenas, retomaram uma pequena porcentagem da sua terra tradicional de Kurusu Ambá, localizada no município de Coronel Sapucaia, Mato Grosso do Sul, à procura de espaço para plantar já que, segundo o Cimi, vinham passando fome.

Por volta das 15 horas, com a chegada de uma viatura da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), a comunidade Kaiowá se deslocou para seu antigo acampamento, junto a uma pequena extensão de mato, para receber atendimento e tratar de suas crianças.

Conforme o Cimi, naquele instante, quatro sujeitos armados invadiram a sede da fazenda retomada pelos indígenas e desferiram golpes de facão contra as barracas montadas pelas famílias Kaiowá. Os indígenas resistiram e conseguiram fazer com que os agressores batessem em retirada. Lideranças e jovens Kaiowá seguiram os pistoleiros pela estrada e denunciam que os viram se dirigir à sede de uma propriedade rural.

De acordo com o Cimi, há muito as famílias Kaiowá vêm sistematicamente anunciando a formação e circulação de grupos armados que têm rondado o acampamento dos indígenas, dia e noite, e que agora passaram a desferir os primeiros ataques.

Os Kaiowá reafirmam sua decisão de manter a pequena retomada e anunciam que resistirão até o fim em seu princípio, mesmo que custe suas vidas. Toda esta situação já foi denunciada inúmeras vezes por inúmeras organizações internacionais de direitos humanos.

Os Kaiowá solicitam urgentemente do governo federal que sejam tomadas, via Ministério da Justiça, as mediadas de segurança para que não persista a situação de genocídio anunciado no estado do Mato Grosso do Sul. Os indígenas estão determinados, porém frente aos ataques iminentes temem pelo pior.