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Policial

Jovem ferido com mangueira nega à polícia ter começado ‘brincadeira’ do patrão

Ele explicou que os autores não tiraram seu short, mas negou que havia brincado com a mangueira de compressão minutos antes do crime.

Midiamax

08 de Fevereiro de 2017 - 16:43

O adolescente de 17 anos internado depois de ter ar injetado no corpo pelo patrão negou que tenha começado a 'brincadeira' com a mangueira de um compressor de ar que causou ferimento grave e caso de polícia. O jovem teve rompimento de órgãos e está internado na Santa Casa, onde foi ouvido pela polícia nesta quarta-feira (8). No entanto, ele confirmou parcialmente a versão dos agressores, de que o ar teria sido introduzido em seu corpo por cima da roupa.

O crime aconteceu na sexta-feira (3) e envolveu o proprietário do estabelecimento e um funcionário do local, de 31 anos, que seria vizinho da vítima e o responsável por arrumar o emprego para ele. Na versão contada pela família do adolescente, foi o segundo homem que teria relatado as agressões depois que o jovem foi levado às pressas para o hospital.

Na Santa Casa, o vizinho da família teria explicado que segurou o adolescente enquanto o padrão teria abaixado às roupas do rapaz e introduzido o compressor de ar em seu ânus. No mesmo dia, o dono do lava-jato, de 20 anos e o segundo suspeito se apresentaram na 4ª Delegacia de Polícia Civil e lá desmentiram a informação, alegando que a vítima havia começado a brincadeira e que não haviam tirado a roupa do menino.

Nesta manhã, uma equipe da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) foi até a Santa Casa de Campo Grande para conversar com o adolescente, que confirmou essa versão para a polícia.

Ele explicou que os autores não tiraram seu short, mas negou que havia brincado com a mangueira de compressão minutos antes do crime. Desmentindo a história que ele teria aproveitado o momento em que o colega de 31 anos foi ao banheiro para ‘assustá-lo’ com a mangueira, ligando ela pelo vão da porta.

O caso é tratado como lesão corporal grave, porque até o momento não houve indícios de que os agressores tiveram a intenção de matar o adolescente. De acordo com o delegado Paulo Sérgio Lauretto, o advogado de defesa dos suspeitos já entrou em contato com a delegacia e disposto a apresentar os clientes para novos depoimentos. O caso segue em investigação.

O lava-jato palco do crime foi incendiado por volta das 3horas, desta quarta-feira (8). O fogo começou em uma sala que era utilizada como escritório e atingiu o banheiro. As chamas foram controladas pelo Corpo de Bombeiros e o local ficou parcialmente destruído.

Não há câmeras de seguranças no local, no entanto, algumas residências próximas possuem monitoramento, o que pode ajudar a policia a desvendar as causas do incêndio.

Estado clínico

Os altos e baixos no quadro clínico da vítima iniciaram na sexta-feira (3), quando o adolescente deu entrada no hospital, foi levado ao centro cirúrgico, e em seguida ao quarto. Ele permaneceu consciente até às 21h46 de domingo (5), quando sofreu um rebaixamento de consciência e precisou ser internado na área vermelha. Nesta segunda-feira (6), por volta das 15h, o paciente sofreu um novo rebaixamento de clínico e precisou ser entubado no CTI, na área amarela.

Já no fim da tarde, de ontem (7), o jovem voltou a reagir e foi transferido para o quarto novamente. Conforme apurado pela reportagem, o adolescente já está conversando com a equipe médica, apesar de se demostrar tímido e abalado com o que aconteceu. Conforme a assessoria de comunicação da Santa Casa, não há previsão de alta, mas ele segue em observação, consciente e medicado.