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Policial

Jovem morto no Itamaracá foi visitar amigo que faltou ao trabalho e se envolveu em briga de outr

O rapaz tinha um desentendimento com “Japa”, que é conhecido na região como traficante de drogas

Midiamax

17 de Dezembro de 2014 - 10:16

Gabriel de Souza Costa, de 16 anos, morto na noite de terça-feira (16), após ser esfaqueado no Jardim Itamaracá, região leste de Campo Grande, teria se envolvido em uma briga de outra pessoa. A equipe do Jornal esteve pelo local e foi informada pelos populares que um dos envolvidos, identificado como “Japa”, ainda permaneceu pela localidade após a chegada das polícias para “intimidar” as testemunhas.

O jovem trabalhava na limpeza de via pública, em uma empresa terceirizada pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, quando foi até o Itamaracá visitar um amigo de 17 anos, que teria faltado ao trabalho. Ele, o colega e um rapaz, que também estava por lá, identificado como “Farinha”, ficaram conversando em frente ao imóvel.

Ocasião, em que os suspeitos Lucas, conhecido como “Japa”, Matheus Vinicius, o “Zóio”, e um jovem chamado de “Bocão”, passaram em frente ao imóvel já provocando o “Farinha”. O rapaz tinha um desentendimento com “Japa”, que é conhecido na região como traficante de drogas.

Por conta do bate boca na Rua Giorgina Pereira Barbosa, “Farinha” falou que iria até a esquina ‘tirar’ satisfação com o desafeto. A vítima se ofereceu para ir junto ‘ajudar’.

Próximo ao cruzamento com a Rua Joaquim Barbosa Almeida, eles começaram uma luta corporal. Durante a briga, Gabriel foi ferido por ter golpes de faca, sendo no abdome, costa e de raspão no queixo.

Já no chão, os suspeitos se afastaram e os amigos do Gabriel, tiraram o corpo dele da chuva, arrastando por 200 metros. O socorro foi acionado, mas o adolescente já estava morrido por conta dos ferimentos.

O velório de Gabriel é realizado no Centro Comunitário do Bairro Guaicurus, região sul de Campo Grande, e o sepultamento deve ocorrer na tarde de hoje. O caso foi registrado como homicídio doloso, com intenção de morte, pela Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga, também área sul.

Justiça de Deus

Inconsolada com a notícia que Gabriel foi assassinado, a aposentada Alzira Pereira de Arruda, de 59 anos, procura força nas orações. “Estou orando para que quem fez isso com o meu neto seja punido. Acredito muito mais na ‘justiça de Deus’”, frisa a senhora.

Ela descreve o neto como uma pessoa calma e que não se metia em confusão. “Ele teve apenas um rolo com a justiça por causa de um delito e ia periodicamente lá assinar uma papelada, fora isso, ele era uma pessoa que ajudava muito a família”, comenta.

O adolescente morava com os pais e os quatro irmãos, e de acordo com avó Alzira, com o salário que recebia ajudava nas despesas da casa.