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Policial

Jovem que morreu ao cair de moto fez pacto satânico e tinha longo histórico na Polícia

Em 20 de outubro de 2012 Rogério foi baleado por volta das 3 horas da madrugada no estacionamento do NutriMais

Flávio Paes/Região News

01 de Dezembro de 2014 - 16:53

O jovem Rogério Pereira da Silva, de 22 anos, que morreu na madrugada de domingo no Assentamento Alambari Fetagri, ao cair da motocicleta e quebrar o pescoço, tinha um longo histórico de passagens pela  polícia por furtos, tentativa de homicídio, além de ser apontado como líder de uma gangue do São Bento que confrontava com o grupo rival do Cascatinha, levando terror aos moradores das duas regiões da cidade. 

Em março de 2011, então com 19 anos, ele foi acusado pelo Conselho Tutelar de participar de um grupo que teria firmado um pacto satânico, após participar de um ritual onde introduziram numa das pernas, uma imagem e oração que tornaria o bando invisível. Em 20 de outubro de 2012 Rogério foi baleado por volta das 3 horas da madrugada no estacionamento do NutriMais, local que era usado por jovens nos finais de semana para encontros ao som de automotivos.

Ele teria sido vítima do confronto de gangues, quando foi alvejado duas vezes e atingido por um tiro nas costas e virilha. Segundo testemunhas, a vítima estava acompanhada de outros três jovens. Em 5 de março de 2011 ele foi preso em flagrante por tentativa de homicídio.

Rogério foi acusado de ter tentado matar Antônio Edson Pereira, vulgo “Edinho”, de 28 anos na época, quando acompanhado dos comparsas Vani e Catucha, fez três disparos calibre e 22 que atingiram a cabeça de “Edinho”. Até a chegada do socorro médico, o rapaz se escondeu na casa de dona Izolina Freitas.

Segundo a versão da vítima, Catucha, Rogério Pereira da Silva e João Carlos de Lima, entraram atirando quando estava jogando sinuca num bar na Rua General Osório. João Carlos foi acusado de ter matado quatro dias antes, no dia 27 de fevereiro, Luciano Pereira Nantes, morto com um tiro na barriga na madrugada do dia 27 de fevereiro. O crime aconteceu na Rua Doutor Costa Marques.

Catucha, João Carlos e Rogério, foram presos no dia 13 março no Assentamento Alambari, a 70 quilômetros do centro da cidade, enquanto pescavam.