Policial
Juiz concede cela especial a lutador preso por matar engenheiro em hotel
A defesa diz que o comportamento agressivo do lutador surpreendeu a família e amigos dele
G1 MS
14 de Maio de 2015 - 17:00
O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, acatou denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra o lutador de jiu-jitsu Rafael Martinelli Queiroz, de 27 anos, e concedeu a ele cela especial, conforme pedido da defesa.
A defesa diz que o comportamento agressivo do lutador surpreendeu a família e amigos dele. Ainda conforme os advogados do lutador, a namorada também disse que no dia do crime o jovem conversava sozinho, estava descompensado e instável emocionalmente.
A denúncia foi acatada nesta quinta-feira (14) e, com isso, o lutador passa a ser acusado por três crimes: lesão corporal dolosa em situação de violência doméstica devido à agressão contra a namorada; homicídio qualificado pelo motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou ou dificultou a defesa da vítima; e ainda por resistência à prisão em flagrante.
Na decisão, o magistrado justifica a concessão de cela especial dizendo que o acusado é bacharel em ciências contábeis pelo Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium, em Araçatuba (SP).
Com o deferimento da prisão especial, o juiz determinou que seja expedido ofício à Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) para que providencie o recolhimento do acusado em cela específica.
O caso
O MPE encaminhou denúncia à Justiça na terça-feira (12) e se manifestou contra a concessão da prisão especial. O crime aconteceu na noite de 18 de abril, após briga entre o réu e a namorada. O casal e a vítima estavam hospedados no mesmo andar do hotel.
O lutador, que é de Valparaíso (SP), estava na capital sul-mato-grossense para participar de um campeonato de jiu-jítsu na categoria faixa preta acima de 90 quilos. Ele pesa cerca de 140 kg e tem quase 2 metros de altura, conforme a polícia. Na ocasião, não chegou a competir.
Ainda segundo a polícia, o hóspede foi morto "de graça", já que o engenheiro Paulo César Oliveira, de 49 anos, era somente vizinho de quarto, não conhecia o casal e estava em Campo Grande a trabalho.




