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Policial

Juiz determina júri popular para acusado de matar Vanessa Ricarte

Juiz decidiu levar o acusado a julgamento por feminicídio qualificado; data do júri ainda será definida.

Capital News

03 de Julho de 2026 - 17:00

Juiz determina júri popular para acusado de matar Vanessa Ricarte
Caio Nascimento. Foto: Redes Sociais

O músico Caio Nascimento irá a júri popular pela morte da jornalista Vanessa Ricarte, de 42 anos, assassinada em 12 de fevereiro de 2025, em Campo Grande. A decisão foi publicada no Diário da Justiça na quarta-feira (1º), após sentença de pronúncia assinada pelo juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri.

Caio responderá por feminicídio qualificado por motivo torpe, abuso de autoridade ou prevalecimento das relações domésticas, violência psicológica e cárcere privado. O processo segue em segredo de Justiça e a data do julgamento ainda não foi marcada. O acusado também respondia por tentativa de homicídio contra um amigo da vítima, mas foi impronunciado nesse caso.

Vanessa, que era jornalista e servidora do Ministério Público do Trabalho (MPT), havia registrado boletim de ocorrência contra o ex-noivo e conseguiu uma medida protetiva no dia do crime. Após deixar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), ela foi até a residência buscar seus pertences, acompanhada de um amigo.

No local, Caio surpreendeu a vítima e a atingiu com três facadas no peito. O amigo conseguiu levá-la para um quarto e acionou a polícia enquanto o agressor tentava arrombar a porta. Vanessa foi socorrida para a Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos. O músico foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva.

As audiências de instrução e julgamento ocorreram em março, com depoimentos de testemunhas e do réu. Depois das alegações finais da defesa e do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o juiz acolheu a denúncia e determinou que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri.

Na ocasião, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) explicou que o processo teve tramitação mais lenta devido ao grande número de recursos apresentados. Em nota, informou: "Esses recursos foram analisados e incluíram, entre outros pontos, discussões sobre o recebimento da denúncia, inclusão de novos crimes, acesso a mídias apreendidas e pedidos de esclarecimentos por meio de embargos de declaração. Durante esse tempo, o processo precisou aguardar decisões de instâncias superiores, o que impactou o andamento."