Policial
Justiça aceita denúncia contra três acusados de matar empresário
O MPE também pede condenação de Ribeiro por adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
G1 MS
25 de Abril de 2014 - 08:16
A Justiça de Mato Grosso do Sul aceitou denúncia do MPE (Ministério Público Estadual) contra três suspeitos de roubar e matar o empresário Erlon Peterson Pereira Bernal.
Thiago Henrique Ribeiro, Rafael Diogo e Jeferson dos Santos Souza são considerados réus por formação de quadrilha, latrocínio e ocultação de cadáver. Eles têm 10 dias para apresentar defesa por escrito.
O MPE também pede condenação de Ribeiro por adulteração de sinal identificador de veículo automotor. O pedido foi analisado e acatado pelo juiz Juliano Rodrigues Valentin.
Crime cruel
Conforme a Defurv (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Furtos e Roubos de Veículos), que comandou as investigações do caso, Erlon foi assassinado no dia 1º de abril com um tiro na nuca disparado por Ribeiro.
O empresário havia sido atraído pelo grupo após anunciar a venda de um veículo em site de classificados pela internet. Thiago entrou em contato com a vítima e um encontro foi marcado na avenida Gury Marques, em frente à empresa onde o acusado trabalhava.
Um amigo da família viu quando o empresário mostrava o automóvel ao rapaz. Thiago Ribeiro convenceu Erlon Bernal a ir até a residência do bairro São Jorge da Lagoa alegando que a pessoa que iria comprar o carro estava lá. Ele foi recebido por Rafel e por uma adolescente de 17 anos, que morava sozinha no local.
Durante a negociação do veículo, Thiago atirou no empresário, que sequer chegou a ser rendido. Depois, o corpo de Erlon foi jogado em uma fossa por Thiago, Rafael e pela adolescente, que nega envolvimento no caso e está apreendida.
O corpo foi encontrado no dia 6, após a prisão do rapaz. O carro foi encontrado na mesma data, em uma funilaria do bairro São Conrado. O veículo, que era da cor prata, havia sido pintado de branco e estava com placas de um carro do mesmo modelo, mas de Ponta Porã. As identificações foram trocadas por Ribeiro.
O dono da funilaria foi preso, pagou fiança e responde em liberdade pelo crime de receptação. Para a polícia, ele não sabia do crime. Jeferson está preso e foi denunciado porque era dele a arma usada para matar o empresário.




