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Policial

Justiça nega liberdade a funcionária da Saúde presa por cobrar propina

O juiz federal seguiu a recomendação do MPF e manteve a suspeita presa. Ele justificou a decisão com os mesmos motivos alegados na decretação da prisão.

G1 MS

23 de Junho de 2014 - 10:32

O juiz federal Odilon de Oliveira negou no sábado (21) pedido de liberdade à funcionária do Ministério da Saúde, de 28 anos, presa na terça-feira (17), em Campo Grande, por suspeita de pedir propina do diretor-presidente do Hospital de Câncer (HC) Alfredo Abrão, Carlos Coimbra.

Em nota enviada ao G1, o Ministério da Saúde informou que "a colaboradora terceirizada foi imediatamente desligada de suas funções e que comissão interna de investigação apurará o caso para apoiar a Polícia Federal".

Conforme apurado pela TV Morena, a defesa da suspeita impetrou pedido de liberdade durante a semana. Na sexta-feira (20), o Ministério Público Federal (MPF) deu parecer pelo indeferimento, alegando que não houve falhas na conversão da autuação em flagrante em prisão preventiva, decretada no dia 18.

O juiz federal seguiu a recomendação do MPF e manteve a suspeita presa. Ele justificou a decisão com os mesmos motivos alegados na decretação da prisão. São eles: garantia da ordem pública, garantia da colheita de provas, garantia da instrução criminal, garantia da ordem econômica e efetiva aplicação da lei penal.

Odilon de Oliveira lembrou ainda que determinou o afastamento da suspeita do Ministério da Saúde e que, em caso de liberdade, ela está proibida de de frequentar a repartição pública.

Propina

A suspeita foi presa em flagrante após receber cheques no valor de R$ 100 mil. A negociação foi gravada pela Polícia Federal (PF). Ela já havia recebido R$ 50 mil por depósito. A propina seria para liberação de emenda no valor de R$ 1 mil e de um acelarador avaliado em R$ 3,6 milhões.

O caso começou a ser investigado em maio, quando o diretor do hospital foi a Brasília para saber quando seriam liberados o equipamento e a verba federal. A funcionária falou sobre o dinheiro e ele acionou a PF. Tudo foi feito com autorização da Justiça Federal, inclusive as gravações e o depósito de R$ 50 mil.