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SIDROLÂNDIA- MS

Corpos de jovens mortos em ‘tribunal do crime’ no MT chegam de madrugada a MS

O traslado será feito em dois veículos e ocorre após dias de angústia das famílias, que chegaram a relatar a necessidade de arrecadar dinheiro para custear o transporte dos corpos.

Redação/Região News

09 de Abril de 2026 - 17:28

Corpos de jovens mortos em ‘tribunal do crime’ no MT chegam de madrugada a MS
Os três jovens estavam desaparecidos desde a madrugada de sábado (4). Foto: Divulgação

Os corpos de Wagner Felipe Rocha Viana, 20 anos, Wilquison Eduardo Rocha Viana, 23, e Breno Gabriel Soares Cabral, 21 morador de Sidrolândia, mortos após serem submetidos a um “tribunal do crime” em Campo Novo do Parecis (MT), devem chegar a Mato Grosso do Sul na madrugada desta sexta-feira (10), por volta da 0h.

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O traslado será feito em dois veículos e ocorre após dias de angústia das famílias, que chegaram a relatar a necessidade de arrecadar dinheiro para custear o transporte dos corpos.

Em nota, a empresa Metafer, onde os jovens estavam alojados para trabalhar na montagem de um estande em um evento agropecuário, afirmou que providenciou o traslado e negou omissão. Segundo o comunicado, todas as medidas de apoio foram adotadas desde o início, incluindo a liberação junto à funerária.

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A versão, no entanto, é contestada pelos familiares, Irmã de Wagner e Wilquison, Kamila Viana afirmou que não houve suporte da empresa.''

Já a mãe de Breno, Elaine Cristina Soares, relatou que foi informada da possibilidade de uso do salário do filho para custear o transporte, o que gerou revolta.

Os três jovens estavam desaparecidos desde a madrugada de sábado (4), quando sumiram do alojamento. Pertences pessoais, incluindo celulares, foram deixados no local. Os corpos foram encontrados na terça-feira (7), enterrados em uma vala na zona rural do distrito Marechal Rondon.

De acordo com o delegado Guilherme Kaiper, o crime está ligado à atuação de facções criminosas. As vítimas teriam sido atraídas sob o pretexto de jogar sinuca e passaram a ser suspeitas por serem de fora. Ainda segundo a investigação, houve um “tribunal do crime”, com chamada de vídeo, que resultou na execução dos jovens.

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Quatro pessoas foram identificadas como participantes. Duas já estão presas entre elas, um adolescente de 16 anos e outras seguem sendo investigadas. As famílias negam qualquer envolvimento das vítimas com facções criminosas.