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Policial

Ladrão de banco morto em confronto era foragido de SP e usava RG falso

Antônio de Melo Leal usava identidade em nome de Renato Nascimento de Santana; foragido tinha passagem por homicídio e roubo

Campo Grande News

24 de Dezembro de 2019 - 10:07

Um dos homens envolvidos na tentativa de roubo a uma central do Banco do Brasil e morto em confronto policial usava identidade falsa em nome de Renato Nascimento de Santana, 42 anos. A Polícia Civil constatou que o nome dele era Antônio de Melo Leal, foragido de São Paulo.

O grupo foi preso no domingo, em ação da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros), na madrugada de domingo (22). Um túnel de cerca de 63 metros já tinha sido escavada, próximo do subsolo do cofre da central do Banco do Brasil, no bairro Coronel Antonino. A quadrilha investiu R$ 1 milhão no plano.

De acordo com o delegado João Paulo Sartori, Antônio tinha passagem por homicídio, roubo, porte de arma, receptação e uso de documento falso. Segundo a Polícia Civil, ele foi um dos líderes do grupo e foi morto no confronto com equipe no domingo.

Na ação, também morreu José William Nunes Pereira da Silva, 48 anos, natural de Caxias (MA). Além de ser um dos idealizadores do roubo, ele ajudava na escavação e estava à frente da “contenção”, que seria fazer a resistência armada em caso de invasão policial.

José Willians foi preso em novembro de 1998, acusado de participar de roubo a uma agência da Caixa na Rua Augusta, em São Paulo, no dia 17 de outubro daquele ano. Foram roubados R$ 6 milhões em joias de 5 mil clientes. José foi preso na zona norte da capital paulista. Na casa dele, os policiais encontraram três walkies-talkies, revólver calibre 32 e montante de joia.

Na operação, foram presos sete pessoas: os “projetistas” Robson Alves do Nascimento, Lourinaldo Belisário de Santana, de 51 anos, a contadora Eliane Goulart, 36 anos, Wellington Luiz dos Santos Junior, de 28 anos, natural Iperó (SP), Francisco Marcelo Ribeiro, de 41 anos, natural do Estado de Santana do Acaraú, no Ceará, e Gilson Aires da Costa, de 43 anos, também cearense, são pedreiros e foram “contratados” para a escavação.

Bruno Oliveira de Souza, de 30 anos e também de São Paulo, era outro que trabalhava como “tatu”. Ele foi baleado e está internado na Santa Casa de Campo Grande.