Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Sexta, 30 de Outubro de 2020

Policial

Liminar suspende julgamento de militar acusado de matar mulher estrangulada em MS

Greice foi estrangulada e teve o corpo escondido dentro de uma mala. O crime só foi descoberto porque o acusado tentou se livrar do corpo nas proximidades do lixão

Diário Corumbaense

24 de Março de 2014 - 16:20

Liminar concedida pelo desembargador Luiz Gonzaga Mendes Marques determinou a suspensão do julgamento do terceiro sargento da Marinha, fuzileiro naval-músico Willian Afonso dos Santos, 30, acusado de, em novembro de 2012, ter matado e ocultado o corpo de Greice Soares Roque, 26, em uma mala.

A suspensão do Tribunal do Júri, previsto para a manhã da terça-feira (25), se dará até que a Seção Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) decida sobre o pedido de desaforamento (mudança de foro ou comarca de um julgamento) feito pela defesa do militar. A Seção Criminal do TJMS só se reunirá na tarde do dia 25.

Greice foi estrangulada e teve o corpo escondido dentro de uma mala. O crime só foi descoberto porque o acusado tentou se livrar do corpo nas proximidades do lixão - em companhia de outros dois militares, que foram responsáveis pela detenção do acusado assim souberam que a mala escondia um corpo feminino - e foi denunciado por moradores da região que estranharam a movimentação e acionaram a PM pelo telefone 190. O fuzileiro teria confessado a ação durante interrogatório policial ocorrido após ter sido preso em flagrante na tarde do dia 16 de novembro de 2012.

As investigações mostraram que o corpo de Greice permaneceu na casa do fuzileiro naval, da noite de quarta, 14, até a sexta-feira, dia 16. "Ele deixou o corpo em casa, foi trabalhar, voltou, limpou a casa inteira. Pediu a mala emprestada, onde colocou o corpo na sexta-feira por volta do meio-dia. O corpo permaneceu na cozinha", disse a delegada Priscila Vieira – que foi a responsável por comandar as investigações na época – ao relatar o que o terceiro sargento havia contado para a Polícia Civil em interrogatório.

De acordo com as informações passadas pela delegada, com base no interrogatório, o pescoço de Greice foi quebrado - após ter sido morta - para que coubesse na mala em posição fetal. O militar disse que houve consumo de drogas por eles e que o homicídio aconteceu por causa de uma discussão e também porque teria sido ameaçado pela mulher, que era garota de programa.