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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quinta, 21 de Outubro de 2021

Policial

Mulher é presa dentro do fórum de Amambai por cobrança de registros tardios

Leutéria foi presa em flagrante pelo crime de tráfico de influência quando tentava agendar entradas de registros tardios para supostos familiares

Campo Grande News

15 de Março de 2011 - 14:13

Uma mulher de 57 anos foi presa em flagrante nesta terça-feira dentro do Fórum de Amambai, acusado de receber dinheiro e usar de influência para emitir registros tardios no município de Coronel Sapucaia, distante 40 quilômetros de Amambai.

De acordo com A Gazeta News, Leutéria Gomes é moradora em Coronel Sapucaia, funcionária da prefeitura do município e trabalhava na casa de abrigos para menores na cidade fronteiriça.

Ela usava de influência para encaminhar pessoas à Defensoria Pública de Amambai para que elas obtivessem o registro de nascimento tardio. Leutéria foi presa em flagrante pelo crime de tráfico de influência quando tentava agendar entradas de registros tardios para supostos familiares.

Segundo as investigações do Ministério Público Estadual, Leutéria cobrava R$ 50 para trazer as pessoas de Coronel Sapucaia até Amambai para dar entrada no registro tardio e mais R$ 200 quando o documento ficava pronto.

A mulher arrumava testemunhas falsas, uma vez que a legislação prevê que para a emissão do registro de nascimento tardio, a pessoa deve apresentar, ao menos, duas pessoas que confirmem as informações sobre pai, mãe e local de nascimento.

O juiz Thiago Nagasawa Tanaka, titular da 2ª Vara da comarca de Amambai, anulou em dezembro do ano passado 850 registros de nascimento emitidos em Coronel Sapucaia. Após investigações, foi constatado que criminosos paraguaios retiravam o documento brasileiro para despistar a justiça, além de ser possível dar entrada em benefícios da previdência social.

“A própria pessoa que quer retirar o registro deve nos procurar na Defensoria que encaminharemos toda a documentação dentro dos trâmites legais. Não tem necessidade da intervenção de terceiros”, informou o defensor público Marcelo Marinho.