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Policial

Mulher presa por se passar por adolescente em SC já havia fingido ter 13 anos em abrigo de MS

G1 MS

05 de Junho de 2026 - 14:34

Mulher presa por se passar por adolescente em SC já havia fingido ter 13 anos em abrigo de MS
Mulher de 37 anos 'adotada' após fingir ter 12 anos. Foto: Polícia Civil/Reprodução

A mulher, de 37 anos, presa em Joinville (SC) por viver durante 14 meses como filha adotiva de uma família enquanto fingia ser adolescente já havia protagonizado um episódio parecido em Mato Grosso do Sul. Em novembro de 2023, Amanda Maria Souza Oliveira se apresentou como uma menina de 13 anos e foi encaminhada para uma unidade de acolhimento infantil em Campo Grande, antes de ter sua identidade questionada por funcionários do local.

O caso, registrado pela Polícia Civil como falsa identidade, ocorreu cerca de dois anos e meio antes da prisão preventiva decretada pela Justiça de Santa Catarina. Segundo a investigação catarinense, Amanda se apresentava como "Gabriele", conquistou a confiança de uma família e viveu por 14 meses como filha adotiva do casal.

Em Mato Grosso do Sul, a estratégia foi parecida: ela alegou ser menor de idade e acabou encaminhada para uma instituição voltada ao acolhimento de crianças e adolescentes.

Mulher foi levada para abrigo após dizer que tinha 13 anos

De acordo com boletim de ocorrência registrado em 3 de novembro de 2023, Amanda chegou à Unidade de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (Uaica), em Campo Grande, acompanhada por integrantes do Conselho Tutelar.

Na ocasião, ela se apresentou como Gabrielly dos Santos e afirmou ter 13 anos. Conforme o registro policial, os funcionários da unidade passaram a desconfiar da história ao não encontrarem documentos que comprovassem a identidade informada.

Durante buscas na internet, servidores localizaram reportagens e vídeos sobre uma mulher identificada como Amanda Maria Souza Oliveira, que já havia sido alvo de investigações em outros estados. A semelhança levou à suspeita de que se tratava da mesma pessoa.

A Polícia Militar foi acionada e encaminhou Amanda para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol.

Na delegacia, ela relatou que vivia em situação de rua, tinha problemas mentais e havia chegado a Campo Grande semanas antes. Também afirmou que procurou ajuda na Casa da Mulher Brasileira e que, após informar ser menor de idade, foi encaminhada para o acolhimento institucional. Segundo o boletim, ela não apresentou documentos pessoais.