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Policial

Mulher que denunciou estupro coletivo pede para prestar novo depoimento e volta depor amanhã à Polícia

Dois seguranças que trabalham na Avenida Aroeira, onde tudo teria acontecido, não confirmaram a versão da vítima de que teria pedido socorro e foi ignorada.

Flávio Paes/Região News

17 de Janeiro de 2018 - 09:34

A dona de casa F.A. L, de 34 anos, que denunciou ter sido agredida e estuprada na madrugada do último dia 11, por três homens no saguão da Igreja Nossa Senhora das Graças, pediu e voltará a ser ouvida pela Polícia Civil nesta quinta-feira (18). 

Em entrevista ao G1, o delegado Cláudio Graziani Zotto, responsável pelas investigações, informou que o Instituto de Medicina e Odontologia (Imol) ainda não enviou o laudo da autópsia que é determinante para confirmar se houve ou não a violência sexual.

“Vamos ouvir o que ela quer falar. O interrogatório já foi feito e sabemos que nestes casos o depoimento da vítima é muito importante. Tudo o que ela afirmou está sendo averiguado e mantido em sigilo. No entanto, temos linhas de investigação em andamento", declara. Com base nas descrições da vítima, a Polícia trabalha na localização dos suspeitos.

Dois seguranças que trabalham na Avenida Aroeira, onde tudo teria acontecido, não confirmaram a versão da vítima de que teria pedido socorro e foi ignorada. Um deles, em entrevista ao Região News, disse ter a visto duas vezes durante a madrugada daquele dia.

Primeiro, por volta das 2 horas da madrugada. Neste momento ela estava em frente da casa e pediu que os vigias a ajudasse a pular muro porque teria sido expulsa pelo marido. Às 4 horas, a dona de casa, conforme esta versão, estaria fazendo uma ligação num telefone público.

Entenda o caso

A dona de casa compareceu à delegacia para denunciar o estupro coletivo, no pátio de uma igreja em Sidrolândia. Em depoimento, durante a madrugada de quinta-feira (11), a mulher contou que seguia para comprar cigarro em um posto de combustíveis, quando foi abordada por três homens. Todos teriam estatura entre 1,60 m e 1,70 m. Um deles seria branco e gordo. Os outros morenos e magros. Além disso, a jovem relatou a vestimenta dos suspeitos.

Ela contou ainda que ficou das 22h de quarta-feira até a 4h do dia seguinte, ressaltando que nunca os viu anteriormente na cidade e que, a todo o momento, era violentada e xingada com socos e chutes no queixo e na barriga. Quando os homens a liberaram, ainda conforme a vítima, eles a perseguiram até as proximidades da sua casa e, em seguida, fugiram.

O caso foi registrado na delegacia do município. O crime de estupro é considerado hediondo, com pena de reclusão que pode chegar até 15 anos.