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Policial

Neto agiu sozinho para matar avó na Capital, conclui Polícia Civil

O motivo seria porque o jovem iria vender objetos da casa onde ambos moravam para pagar dívida de R$ 3.740.

Correio do Estado

23 de Maio de 2016 - 13:00

Reconstituição do assassinato de Madalena Mariana de Mattos Silva, 59 anos, indicou que o neto dela a matou sem ajuda de ninguém. Policiais civis e peritos oficiais forenses fizeram o trabalho na manhã de hoje (23) e percorreram todo o trajeto feito por Weikman Aguinaldo de Mattos Andrade da Silva, 21 anos.

O crime aconteceu na madrugada de sexta-feira (13) e só foi descoberto um dia depois. Uma sobrinha de Madalena achou estranho o sumiço da comerciante e registrou boletim de ocorrência.

Investigadores conseguiram ouvir a confissão do homicídio de Weikman no sábado (14), depois de ter sido montada operação para prendê-lo. Ele assumiu que bateu a cabeça da avó no chão até matá-la. O motivo seria porque o jovem iria vender objetos da casa onde ambos moravam para pagar dívida de R$ 3.740.

Familiares acompanharam o procedimento investigatório hoje (23) e estavam revoltados. Quando o suspeito desceu do carro da Polícia Civil na frente da casa onde ele morava com a avó, na rua Naor Lemes Barbosa, no bairro Itamaracá, em Campo Grande, houve muitos xingamentos. Os gritos eram de "assassino, monstro".

Tia do jovem e irmã da vítima, Maria da Gloria de Matos, 54 anos, explicou que a família está devastada. "O que ele fez não tem perdão", afirmou. Outra tia, Erotilde Maria de Matos, 59 anos, contou que Madalena cuidava do neto desde os 7 anos. "Ela dava tudo para ele. Tinha comprado o carro financiado para agradar ele", revelou.

AJUDA OU NÃO

Como Weikman é franzino, a Polícia Civil suspeitava que ele teria recebido ajudada no crime. Além disso, ele não tem CNH, mesmo assim usou o Celta da comerciante para transportar o corpo até uma mata no bairro Itamaracá.

O delegado adjunto da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv) Gustavo Ferraris explicou que a reconstituição feita pela Perícia Oficial Forense ajudou a identificar detalhes importantes do crime.

"O objetivo era tentar identificar se ele teve a ajuda de alguém. Uma das dúvidas era saber se ele conseguiria dirigir (suspeito não tem CNH), mas ele conseguiu manobrar o carro e mostrou que conseguia fazer o que declarou", disse.

No inquérito, Ferraris ouviu nove pessoas, entre elas dois credores de Weikman. Um deles confirmou que tinha R$ 3 mil a receber e o outro, R$ 740. A quantia maior teria sido furtada pelo suspeito de um colega. O outro valor era referente a uma organização de festa feita pelo jovem e que não deu certo.

Policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) e do Setor de Investigações Gerais também acompanharam a reconstituição.