Policial
OAB pede afastamento de presidente do TRE após acusações de benefícios
Órgão enviou ao CNJ, que apura conduta de desembargadora na prisão dos dois filhos, representação por incompatibilidade de investigação com cargo atual de Tânia Garcia de Freitas Borges
Campo Grande News
08 de Agosto de 2017 - 13:25
A Ordem dos Advogados do
Brasil de Mato Grosso do Sul protocolou no Conselho Nacional de Justiça um
pedido para que a desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, atual
presidente do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral), seja afastada de seu cargo
enquanto acontecem as investigações de suposto favorecimento a seus dois
filhos.
Ambos os filhos de Tânia tiveram as penas em presídios convertidas para
internações após serem presos em flagrante cometendo crimes.
O primogênito da magistrada, Bruno Edson Garcia Borges, 42 anos, foi preso por
assalto, mas acabou transferido em setembro de 2005 sob escolta para clínica
particular em Itapecerica da Serra, interior de São Paulo, para tratamento de
dependência química, uma vez que ele era usuário de pasta-base de cocaína.
O hoje advogado passou mais de um ano internado e teve o perdão da Justiça após
cumprir um terço da pena, em junho de 2009.
O caso ganhou notoriedade após o caçula da desembargadora, Breno Fernando Solon
Borges, 37, ter a prisão preventiva por tráfico de drogas e armas substituída
pela internação em uma clínica de tratamento psiquiátrico em Atibaia (SP), sob
a alegação de que possuí Síndrome de Borderlin doença marcada por desvios
dos padrões de comportamento, com alterações de afetividade e controle de
impulsos.
A OAB tem como intuito pedir uma apuração rigorosa dos fatos, se descobrir a
verdade e que seja punido quem de fato cometeu algum deslize, disse o
presidente estadual da Ordem, Mansour Elias Karmouche, por telefone.
A representação da OAB ao CNJ, feita na semana passada, fala em
incompatibilidade da magistrada continuar no cargo com o que veio à tona
ultimamente, de ampla repercussão negativa.
Evidentemente que ela (Tânia) tem todo o direito de se defender, mas por
enquanto não há compatibilidade de seguir com suas funções, disse Karmouche.




