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Policial

Operação Atenas contou com escutas telefônicas que comprovam fraude contra os cofres públicos

Há ligações entre vereadores e empresários, nas quais foram combinados valores dos cofres públicos a serem aplicados em locais distintos

MidiaMax

08 de Outubro de 2014 - 14:29

A Operação Atenas, desencadeada pelos 200 agentes da PF (Polícia Federal) e 3 membros do MPE (Ministério Público Estadual) contou com escutas telefônicas autorizadas judicialmente durante as investigações. Nelas há comprovação de fraude contra os cofres públicos.

Há ligações entre  vereadores e empresários, nas quais foram combinados valores dos cofres públicos a serem aplicados em locais distintos. Os parlamentares chegam a zombar da população, dizendo que não haverá prejuízo de votos, já que ninguém presta atenção nas ações feitas pelos edis  nem faz cobranças.

A investigação apura crimes de formação de quadrilha, corrupção, extorsão contra o Poder Executivo praticados em prejuízo dos cofres públicos de Naviraí, distante 359 quilômetros de Campo Grande.

Serão cumpridos 7 mandados de prisão preventiva, 3 de prisão temporária e 35 ordens de busca e apreensão. Além disso, houve condução coercitiva de 28 para a sede da Delegacia da PF, conforme informações da assessoria da própria polícia.

Os mandados de busca e apreensão ocorreram na casa dos vereadores, em estabelecimentos comerciais, como loja e postos de combustíveis, além de escritórios de advogados. Neles, foram apreendidos computadores e diversos papéis.

Operação Atenas

As investigações, iniciadas no ano passado, apuraram que vereadores da cidade exigiam e recebiam vantagens indevidas para aprovação de leis e atuações ilegais na expedição de alvarás para estabelecimentos comerciais. Constatou-se ainda um “esquema” ilegal de recebimento de diárias pagas pelos cofres públicos para viagens que não eram realizadas por servidores municipais.