Policial
Operação da Interpol desarticula grupo que imitava a PF para cometer fraudes
O esquema enganava as vítimas por meio de crimes cibernéticos; a Operação First Light atuou em diversos países.
Midiamax
14 de Julho de 2026 - 09:12

A Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) desarticulou esquema de golpistas que fingiam ser da PF (Polícia Federal) em Essuatíni, país da África Austral. Os policiais prenderam 82 pessoas e itens que replicam a polícia brasileira. A Operação First Light atuou de janeiro a abril e resultou na prisão de 5.811 pessoas em 97 países e territórios.
Em Essuatíni, a Interpol localizou a rede que fingia ser da PF por videochamada e enganava as vítimas. Os criminosos as faziam acreditar que eram alvos de um crime, e elas transferiam os fundos para a “guarda” e, então, eram roubadas.
Os policiais apreenderam 240 dispositivos eletrônicos e dinheiro em espécie, além da réplica de uma delegacia da PF, com uniformes, placas e equipamentos falsos. O grupo era responsável por rede de jogos de azar on-line ilegais, lavagem de dinheiro e golpes de falsificação de identidade.
Operação First Light 2026
A operação global de combate à fraude ocorreu em 97 países e territórios, como China, Singapura, Omã e a Tailândia. Os policiais prenderam 5.811 pessoas e apreenderam US$ 293 milhões em ativos ilícitos. A ação iniciou-se em 15 de janeiro e terminou em 30 de abril.
Os investigadores combatem golpes de engenharia social, técnicas que exploram a confiança de uma pessoa para obter informações confidenciais, e também atividades de lavagem de dinheiro. Mais de 142.000 vítimas foram afetadas em todo o mundo.




