Policial
Operação PC-27 da Policia Civil prende 329 pressos e apreende contrabando e droga
A Polícia Civil espera apreender no total 223 veículos.
Flávio Paes/Região News
09 de Maio de 2013 - 19:53
A Polícia Civil prendeu 329 pessoas em Mato Grosso do Sul durante todo o dia de hoje na operação PC27. Elas fazem parte de quatro quadrilhas que agiam em conjunto, pelo menos uma pessoa foi presa em cada um dos 79 municípios e mais de 50 podem ser presas nas próximas horas.
Das prisões, 192 foram em flagrante, outras 128 através de mandato e nove menores foram apreendidos. Entre os crimes praticados estão à corrupção ativa e passiva; uso de documento falso; tráfico de drogas; lavagem de dinheiro; homicídio; estupro; roubo falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informática. Com os presos 24 armas, 18 curtas e seis longas.
Segundo chefe da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Jorge Razanauskas, todo o esquema era trabalhado através de veículos com documentos esquentados no interior de São Paulo e que eram trazidos para o Estado para a venda e revenda. Eles esquentavam os veículos com Renavam falsos. Nome, numerações, de gente morta e até quem nunca existiu. Os veículos eram passados para frente seja de forma licita ou ilícita, explicou o delegado.
Além dos detidos, já foram apreendidos 31 veículos, mais de R$ 11 mil em dinheiro, 12 toneladas de produtos contrabandeados, 220 quilos de maconha, 5 kg de cocaína e 1,5 kg de pasta base. A Polícia Civil espera apreender no total 223 veículos. Foram apreendidos desde carros de luxo, até veículos que nem andavam mais, revela Razanauskas.
A Capital foi a cidade com mais pessoas detidas, até o momento foram 69, o chefe da Polícia Civil confirmou quatro funcionários no Detran de Ponta Porã e um em Antônio João. Apenas em uma das prisões foi oferecida resistência com fuga, mas o individuo acabou detido.
Nenhum nome foi apresentado por segurança, já que a operação acontece até às 8 horas da manhã desta sexta-feira (10). O que chamou a atenção foi à organização deles, cada quadrilha tinha a sua especialidade, uma era esquentava os documentos, outras duas trabalhavam com o tráfico e a última com a lavagem do dinheiro, ressalta o delegado.




