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Policial

Operação prende 10 e bloqueia R$ 3 milhões para enfraquecer PCC

Desde dezembro, foram apreendidos 170 celulares usados para comunicação do grupo.

Correio do Estado

24 de Maio de 2013 - 19:32

A Operação “Blackout” realizada hoje pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Polícia Militar e Agência Penitenciária Estadual (Agepen) resultou na prisão de 10 pessoas e no remanejamento de 33 detentos envolvidos com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) que agem dentro e fora dos presídios de Mato Grosso do Sul.

A operação tem caráter preventivo pois visa identificar lideranças, dificultar movimentação bancária, bloqueio de sinais e prisão de colaboradores. Desde dezembro, foram apreendidos 170 celulares usados para comunicação do grupo.

O promotor de Justiça Marcos Alex de Oliveira, coordenador do Gaeco, informou que 140 contas bancárias foram bloqueadas e desde novembro de 2012 até agora foram movimentados R$ 3 milhões pelo grupo.

Em coletiva à imprensa, nesta tarde, o promotor informou que o dinheiro do grupo é proveniente do tráfico de drogas, roubos e da 'cebola' – uma espécie de rifa que coleta R$ 400 por mês de cada integrante do grupo. “O dinheiro era remetido especialmente para São Paulo, onde fica a cúpula da facção criminosa”.

Foragidos

O Ministério Público divulgou as fotos e nomes dos 11 integrantes que não foram localizados durante a operação. Segundo o promotor, são pessoas perigosas, todas envolvidas com o PCC e com passagens pela polícia.

Os foragidos são:
1- Cláudio Maciel de Araújo – “Zóio”;
2- Maycon Espírito Santo Amaral – “Poseidon”;
3- Valdecir dos Santos – “Al Capone”;
4- Tiago Pereira do Nascimento – “Mano Brown”;
5- Luiz Antonio Neto de Oliveira – “Muriçoca”;
6- Elson Cerqueira dos Santos – “AZT” ou “Coquetel”;
7- Eliana de Andrade Evaristo – “Negra Li” ou “Diamante Negro”;
8- Márcio Rogério Estevão dos Santos – “Cateto”;
9- Jorge Aparecido dos Santos – “R1”, “Alex” ou “Estivaneli”;
10- Juliano de Lima Theotonio – “Foguinho”;
11- Fernando Anselmo dos Santos – “Gremista” ou “Fernandinho”

'Sintonia dos Gravatas'

Entre os presos na “Blackout” está a advogada Daniela Dall Bello Tinoco Rondão, acusada de transmitir recados das lideranças do grupo. Ela servia como braço jurídico no esquema e, conforme as investigações, chegou a alterar a cena de um crime.

Investigação

A operação foi realizada em decorrência de ações criminosas atribuídas a integrantes de facções criminosas que age nos presídios como foi o caso do assassinato do ex-policial militar Otacílio Pereira dos Santos, em março deste ano, em Três Lagoas (MS).

As ações foram realizadas nas cidades de Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã, Nova Andradina e Corumbá.