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Policial

PCC agenda morte de agentes em CG e presídio mantém visitas suspensas

A quadrilha movimentou cerca de R$ 9 milhões nos últimos 15 meses. Uma irmã do traficante foi presa.

Midiamax

29 de Junho de 2017 - 15:12

Depois da revelação de que oito agentes estavam com as mortes ‘encomendadas’ pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), os Presídios Federais aguardam portaria do Ministério da Justiça para a prorrogação da suspensão das visitas. Conforme memorando do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), dois servidores de Campo Grande estão na lista e 'prazo' datado pelos criminosos para as execuções segue até amanhã, sexta-feira (30).

Segundo memorando do Depen, é no momento do contato físico com os familiares, que os líderes das facções criminosas aproveitam para passar ordens aos comparsas que estão em liberdade, entre elas a de determinar a morte de servidores do sistema penitenciário federal.

Conforme o UOL, no dia 25 de maio, Melissa Almeida, psicóloga do presídio de segurança máxima de Catanduvas (PR), foi assassinada com dois tiros de fuzil na cabeça em uma emboscada ao voltar para sua casa na cidade de Cascavel (PR). Após o assassinato de Melissa, o diretor-geral do Depen, Marco Antonio Severo Silva, determinou a suspensão por 30 dias de todas as visitas nas penitenciárias federais, inclusive as realizadas em parlatório, quando não há contato físico entre os presos e os visitantes.

Porém, a suspensão termina essa semana e os presídios aguardam prorrogação que será definida entre hoje (29) ou amanhã (30), pelo Ministério da Justiça.

A maior facção criminosa do país havia determinado a morte de oito servidores do sistema penitenciário federal até a próxima sexta-feira (30): dois para cada penitenciária federal: Porto Velho (RO), Mossoró (RN), Campo Grande (MS) e a já citada Catanduvas (PR).

Ao Jornal Midiamax, a assessoria do Depen, órgão do Ministério da Justiça, alegou que a prorrogação ainda não é certa, mas deve ser confirmada mediante publicação de portaria, até amanhã (30), data que coincide com o prazo final de mortes que teriam sido agendadas pela facção.

Beira-Mar

Entre as justificativas da suspensão, além de citar as ordens do PCC para assassinato de agentes penitenciários, o memorando do Depen cita como caso exemplar a Operação Epístola, deflagrada no final de maio.

A investigação da PF e do Depen teve como alvo um esquema comandado por Beira-Mar, que "se utilizava do direito à visita íntima de outro preso para, por meio de bilhetes, controlar e administrar uma rede de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro". A quadrilha movimentou cerca de R$ 9 milhões nos últimos 15 meses. Uma irmã do traficante foi presa. Beira-Mar acabou por ser transferido do presídio federal de Porto Velho (RO) para o de Mossoró (RN).