Policial
Pelo facebok, acusado de mandar matar jornalista diz que é inocente
De acordo com o inquérito, Cláudio teria mandado matar Rocaro porque sua mulher, Sudalene Machado, estava sendo preterida na disputa pela candidatura do PT à Prefeitura de Ponta Porã
Flávio Paes/Região News
09 de Maio de 2013 - 15:00
O empresário Cláudio Rodrigues de Souza, acusado pela Polícia de ser o mandante do assassinato do jornalista Paulo Rocaro, disse ontem (8) na sua página pessoal na internet, que vai se apresentar à polícia na próxima semana e negou envolvimento no crime. Ele também negou que esteja foragido.
Boa tarde, gostaria de dizer a todos, em especial às autoridades e à imprensa de Ponta Porã e MS, que não estou foragido, conforme o delegado de polícia afirmou em uma coletiva de imprensa, que mais parece uma limpeza nas gavetas de sua delegacia. Rodrigues conversava com o jornalista José Henrique Marques, pela internet, quando fez a declaração.
O acusado disse que na próxima semana estará em Campo Grande e, junto com o seu advogado, vai procurar a imprensa para falar sobre as acusações que pesam contra ele no inquérito policial, concluído e apresentado em entrevista coletiva pelos delegados da Polícia Civil, Odorico Ribeiro de Mendonça Mesquita e Sandro Márcio Pereira, na última segunda-feira.
Perguntado por Henrique Marques se gostaria de fazer alguma declaração sobre a acusação de ser o mandante do assassinato de Rocaro, Cláudio afirmou que não tinha motivo algum para isso e que nunca teve qualquer discussão com Paulo. Segundo Rodrigues, ele e Rocaro estavam do mesmo lado na disputa interna do Partido dos Trabalhadores (PT).
De acordo com o inquérito, Cláudio teria mandado matar Rocaro porque sua mulher, Sudalene Machado, estava sendo preterida na disputa pela candidatura do PT à Prefeitura de Ponta Porã. O empresário já havia negado envolvimento no caso, quando, logo depois do crime, foi acusado como principal suspeito. Em abril do ano passado ele disse que sabia que estava sendo monitorado pela polícia, segundo ele, para ligá-lo ao crime. Não encontraram nada assim como não vão encontrar, garantiu na época.




