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Policial

PF prende na Capital dono de frigorífico suspeito de sonegar impostos em MS e PR

Segundo a PF, Maia teria ido na última quarta-feira até a sede da superintendência regional do órgão na Capital, para prestar depoimento acerca das investigações

Midiamax

12 de Dezembro de 2014 - 14:37

Foi preso na última quarta-feira (10) um dos proprietários do Frigorífico Beef Nobre, Reginaldo Maia, na sede da Polícia Federal em Campo Grande. A prisão é fruto ainda da operação Labirinto de Creta, realizada no começo do mês de novembro em Mato Gross do Sul e no Paraná, que combateu uma suposta organização suspeita de fraudar o Fisco nos dois Estados.

Segundo a PF, Maia teria ido na última quarta-feira até a sede da superintendência regional do órgão na Capital, para prestar depoimento acerca das investigações. Durante o procedimento, os agentes verificaram que ele tinha um mandado de prisão preventiva em aberto, e acabou detido na hora e encaminhado para o sistema prisional do Estado.

O Jornal tentou entrar em contato com representantes da empresa, mas a informação é de que Reginaldo é apenas administrador do frigorífico e que não estaria no local no momento, nem ele e nem ninguém da diretoria. A empresa negou a prisão.

A Labirinto de Creta foi levado à cabo em uma ação conjunta da PF com a Receita Federal, depois de investigações que encontraram indícios de de prática de diversos crimes, tais como sonegação fiscal, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, um rombo aos cofres públicos que pode chegar a R$ 200 milhões.

Durante a primeira fase da operação, os policiais cumpriram 17 mandados de busca e apreensão nos municípios sul-mato-grossenses de Campo Grande, Terenos e Nioaque, e nas paranaenses Maringá, Paiçandu e Tapejara.

A Operação À época, a Receita Federal informou que as investigações tiveram início no começo do ano de 2013, depois da constatação de indícios de que pessoas foram usadas para integrar o quadro societário de empresas do ramo frigorífico, de fato administradas pela mesma família, as quais detinham elevados débitos fiscais face aos altos lucros sem, contudo, possuírem bens capazes de satisfazer as obrigações tributárias.

O nome da operação tem origem na Mitologia Grega, fazendo-se referência aos vários percursos intrincados construídos com a intenção de desorientar quem os percorre, para alojar Minotauro, que era metade homem, metade touro.