Policial
PM garante que policiais se identificaram antes de abordar filha de vereador que capotou veículo
De qualquer forma, será aberto um procedimento administrativo para apurar o episódio, se os policiais se excederam.
Flávio Paes/Região News
09 de Julho de 2016 - 12:47
Antes de abordarem ontem à noite na MS-258, Quétsia Jaqueline Silveira, filha do vereador Marcos Roberto, os dois policiais militares que estavam num veículo descaracterizado, colocaram sobre a Fiat Strada o giroflex (sinal sonoro e luminoso usado pelas viaturas policiais). Pelo menos é esta a versão que eles apresentaram e repassaram ao Região News pelo comandante do 2º Pelotão da Polícia Militar, tenente Klayton Andrade.
Quétsia se assustou, supondo que era um assalto quando dois homens miraram os revólveres contra sua cabeça, acelerou e acabou capotando o Ecosport que dirigia. Ela e as outras duas ocupantes do carro, sua mãe, Sandra Silveira Morales e uma amiga da família, Edna Tacilio Moreira, sustenta que os policiais não apresentaram nenhum tipo de identificação.
Conforme o tenente Klayton, os policiais, que estavam numa campana, ao sacarem a arma adotaram o procedimento padrão quando há uma ocorrência de desobediência da ordem de parada. De qualquer forma, será aberto um procedimento administrativo para apurar o episódio, se os policiais se excederam. A Ecosport do vereador, que com o capotamento ficou praticamente destruída, foi apreendida pela Polícia Militar porque se constatou uma discrepância suspeita: a placa é de Dois Irmãos do Buriti e no sistema consta um Renovam com número chassis, de Assis, cidade do interior de São Paulo.
Será feita uma investigação para apurar a irregularidade.
O vereador Marcos Roberto diz que está com este carro há dois meses. Adquiriu numa negociação com um conhecido, morador na Aldeia Córrego do Meio, na qual trocou um ônibus pela Ecosport.




