Policial
PMMS faz coletiva após comboio ser alvo de emboscada do CV em Corumbá
Fronteira de Corumbá com a Bolívia vive uma guerra entre facções nos últimos dias.
Midiamax
06 de Julho de 2026 - 15:50

Dias após um comboio da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) ser atacado em Corumbá em uma suposta emboscada do CV (Comando Vermelho), a corporação fará uma coletiva de imprensa. A fronteira de Corumbá com a Bolívia, a 429 quilômetros de Campo Grande, vive uma guerra entre facções nos últimos dias e o policiamento foi reforçado desde a morte do soldado da PMMS, Marcelo Pimenta.
O soldado foi morto com um tiro de fuzil na última terça-feira (30) ao tentar abordar criminosos que teriam atirado em uma residência no município de Ladário. O intuito do trio seria matar um integrante do CV (Comando Vermelho) conhecido como “Coelho”.
Após matar o policial, o suspeito, identificado como Ewerton, foi preso. No entanto, ele teria tentado agredir um dos policiais e morreu horas depois.
Já o segundo envolvido seria Rubens Zílio Neto, vulgo “Apolo”, que foi preso, mas morreu no sábado (4) durante sua transferência de Corumbá para Campo Grande. Ele era apontado como integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital) e os tiros teriam sido disparados por criminosos do Comando Vermelho.
A escolta policial estava sendo realizada por viaturas do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) — segundo apurado, quatro participavam, sendo uma descaracterizada.
No entanto, em determinado momento, o pneu da viatura que transportava “Apolo” teria furado. Quando os militares desembarcaram em um posto de combustíveis para retirar o estepe da viatura, “Apolo” foi alvejado por disparos vindos de uma área de mata.
A partir daí, equipes do Bope, Batalhão de Choque, TOR (Tático Ostensivo Rodoviário) e DOF (Departamento de Operações de Fronteira) que já estavam em Corumbá iniciaram as buscas pelos suspeitos.
Confrontos
Na tarde de domingo (5), os bolivianos Luis David Justiano Flores, de 29 anos, e Alixberto Vasquez Corrales, o ‘Coiote’, de 32, morreram em confronto com policiais do Batalhão de Choque.
Em menos de 24 horas, já na madrugada desta segunda-feira (6), outro confronto aconteceu na cidade vizinha. Marlon de Souza Silva, de 42 anos, morreu após atirar em direção aos militares do Choque na BR-262, em Ladário. Foram apreendidos um revólver de calibre .38 e um fuzil.
Ao Jornal Midiamax, residentes da cidade do Pantanal sul-mato-grossense relataram o cenário de terror ao verem policiais fortemente armados em um posto de combustíveis.
“‘Bagulho’ tá louco aqui no posto, hein?! Os policiais do Bope estavam transportando os presos e os bandidos fecharam os policiais no posto. Começaram a trocar tiros de fuzil, os caras correram tudo para o mato com fuzil. Do nada, começaram a encostar vários policiais ali, Choque, PRF [Polícia Rodoviária Federal], PM. Os caras trocando tiros de fuzil no posto”, falou um morador da região.
Diante das diversas ocorrências no fim de semana, uma entrevista coletiva será realizada nesta segunda-feira (6) no Quartel do Comando-Geral.
‘Prontos para revidar’
Durante coletiva de imprensa na última quarta-feira (1º), o comandante-geral da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), coronel Renato dos Anjos Garnes, informou que um reforço policial foi feito em Corumbá, na região de fronteira, e em Ladário.
O comandante-geral também pontuou que a corporação está em constante formação e preparada para reagir. “A Polícia Militar está em constante formação, sempre estudando. O que acontece é que os criminosos resolveram reagir às ações dos militares e aí acontecem esses confrontos. Se eles quiserem confrontar, a PMMS está preparada para reagir”, afirmou o coronel Renato dos Anjos Garnes.




