INTERNACIONAL
Audiência nos EUA discute tarifa de 25% sobre produtos brasileiros nesta segunda-feira
O foco central do evento deve girar em torno de entidades associadas ao agronegócio nacional.
Midiamax
06 de Julho de 2026 - 16:56

Representantes do setor produtivo e o governo dos Estados Unidos iniciaram, às 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira (6), uma rodada de audiências públicas para debater a imposição de uma nova tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil.
As sessões representam a última etapa formal para que entidades econômicas de ambos os países defendam a flexibilização das medidas antes da decisão final americana, marcada para o dia 15 de julho.
As alíquotas foram sugeridas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) com base em uma investigação fundamentada na Seção 301 da legislação comercial norte-americana.
O relatório técnico estrangeiro alega fatores como suposto favorecimento ao sistema Pix, acordos comerciais preferenciais, além de questões ligadas ao etanol, ao desmatamento, à corrupção e à pirataria como justificativas para a aplicação do tarifaço contra o mercado brasileiro.
Estrutura dos painéis e regras das apresentações
Segundo informações da CNN Brasil, os debates acontecem na sede da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos, em Washington, e foram estruturados em 14 painéis, divididos igualmente entre esta segunda e terça-feira (7).
Os preparativos para o processo técnico tiveram início em junho, exigindo que os participantes inscritos encaminhassem manifestações por escrito até o dia 1º de julho para fundamentar as exposições orais.
De acordo com o rito definido pelas autoridades norte-americanas, cada porta-voz de associação, federação, indústria ou consultoria terá um limite de cinco minutos para apresentar um resumo executivo em defesa de sua respectiva cadeia produtiva.
O regulamento prevê ainda uma fase de questionamentos conduzida diretamente por integrantes do USTR, seguida pelas respostas das entidades participantes.
Mobilização do agronegócio e da indústria do Brasil
O setor privado brasileiro encara as audiências como o principal mecanismo para tentar reverter ou mitigar os impactos financeiros das novas tarifas.
O foco central do evento deve girar em torno de entidades associadas ao agronegócio nacional e de suas respectivas corporações compradoras situadas em território americano.
Apesar da centralidade do setor agrícola, representantes de grandes polos da indústria brasileira também confirmaram presença nos painéis de defesa.
Entre os órgãos com manifestações programadas, estão a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), o Sindifer (Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais) e a Centrorochas (Associação Brasileira de Rochas Naturais).




