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Policial

Polícia encerra inquérito de "esquema fraudulento" e mantém dois na cadeia

A fraude começava no interior de São Paulo, onde era feito um registro falso de pré-cadastro no Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores).

Midiamax

11 de Junho de 2013 - 16:00

A Polícia Civil encerra esta semana o inquérito policial de investigação sobre uma quadrilha fraudulenta que atuava na legalização de veículos e também no tráfico de drogas. Dos 11 presos em Mato Grosso do Sul, durante a operação PC-27, deflagrada em todo o país, dois permanecem nas celas da Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos).

Segundo o delegado Eduardo Davanço, responsável pelas investigações, eles são respectivamente o proprietário do Despachante Excel, Waner Barbosa Medina, 53 anos, e o funcionário Aral Waner, 35 anos, que ainda contaram com a ajuda de Selideu Alves Portillho, 57 anos, sócio da empresa.

“Waner era o chefe da quadrilha e Aral era considerado o seu ‘braço direito’. O sócio também participava na legalização fraudulenta. Eles foram indiciados, bem como foram afastados os servidores do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) de Ponta Porã, que colaboravam com o crime”, comenta o delegado Davanço.

No momento da prisão a polícia também apreendeu uma vasta documentação Ao todo, de acordo a polícia, foram ‘esquentados’ 215 carros, o que pode ter gerado um movimento de R$ 6,5 milhões. Também foram apreendidos 31 veículos no Estado.

Esquema

A fraude começava no interior de São Paulo, onde era feito um registro falso de pré-cadastro no Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). Esses veículos serviam para abastecer o tráfico de drogas e outras mercadorias oriundas do crime em MS. A polícia ainda estima que mais de 220 carros possam ter vindos de São Paulo, num período de um ano.