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Policial

Polícia libera quatro funcionários presos após confusão em frigorífico

A categoria chegou a dizer que houve o início de uma negociação salarial, que caminhava para um acordo, porém foi interrompida com a chegada da Polícia.

Campo Grande News

03 de Setembro de 2013 - 08:40

A Polícia Civil já liberou os quatro homens presos durante uma confusão ocorrida no Frigorífico Beef Nobre, no Jardim Carioca, em Campo Grande. Eles foram indiciados por dano, desobediência e ainda exposição ao perigo à vida de outrem, por terem jogado pedras contra os policiais militares e free lancers levados por um assistente do frigorífico.

Na delegacia, os funcionários Fabiano Pereira Alves e Cristiano Rodrigues Duarte, além de Alexandre Costa, vice-presidente da Cassems e presidente do Sintss (Sindicato da Seguridade Social), e Ricardo Bueno, presidente do Conselho Estadual de Saúde e representantes da CUT, que assinaram um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) e agora respondem o processo em liberdade. Ontem (2), na ocasião da prisão, as pessoas que estavam no local falaram em “abuso policial”.

A categoria chegou a dizer que houve o início de uma negociação salarial, que caminhava para um acordo, porém foi interrompida com a chegada da Polícia. Centenas de trabalhadores iniciaram a paralisação por melhorias salariais e folga semanal aos sábados, algo que a empresa sempre promete e não cumpre, de acordo com os protestantes.

Agressões - Um assessor da CUT e presente no local das negociações relatou que houve agressões e abuso por parte dos policiais militares. “O Alexandre estava filmando a ação, mas ele levou um tapa de um policial, o celular chegou a cair no chão”, afirmou ele, que preferiu não se identificar.

Bueno também teria sido agredido no momento em que era colocado no camburão da PM. O óculos dele, inclusive, teria sido quebrado.

Negociação - Com faixas, som e dizeres, centenas de funcionários do Frigorífico Beef Nobre, no Jardim Carioca, em Campo Grande, paralisaram as atividades desde a madrugada desta segunda-feira (2). Eles reivindicam melhorias salariais e não aceitaram a proposta oferecida pela empresa.

Balas de borracha também teriam sido disparadas na direção dos cerca de 200 funcionários da empresa. Os trabalhadores pedem um aumento salarial de 9%, além do valor do vale refeição que subiria de R$ 60 para R$ 100, participação dos lucros da empresa de R$ 430 para R$ 700 e folga aos sábados, já que eles folgam somente uma vez ao mês, sendo o único frigorífico da Capital que trabalha dessa maneira.